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11.8.08

Brasil tem primeiro grande desafio nos Jogos Olímpicos de Pequim: a Sérvia

O Brasil iniciou o ano de 2008 com a escrita de nunca ter perdido para a Sérvia desde o início da “Era Bernardinho”, que começou em 2001. Porém, durante a fase classificatória da Liga Mundial, aconteceu a primeira derrota. Desde então, o rival só cresceu. Tanto que chegou à decisão da competição, no Rio de Janeiro, quando a seleção brasileira ficou, pela primeira vez em oito anos, fora do pódio. Após vencer o Egito na estréia dos Jogos Olímpicos de Pequim, a equipe sérvia reaparece no caminho dos brasileiros. Sem dúvida, será o primeiro grande adversário do time nas Olimpíadas. Às 3h30m (de Brasília) desta terça-feira.

O jogo contra o Egito serviu para dar confiança ao Brasil. Depois da decepção da Liga em casa e de um desentendimento em um treino, que deu o que falar, foi importante para a seleção brasileira enfrentar um time mais fraco para começar com o pé direito nas Olimpíadas, passar o nervosismo da estréia, ganhar ritmo e crescer para tentar chegar ao bicampeonato. O ponteiro Dante segue esse raciocínio: - Pelo menos, passou o nervosismo. Estrear contra um adversário teoricamente inferior te deixa mais tranqüilo. Só que agora será diferente. Pois é, será diferente. Os sérvios estão numa crescente, foram vice-campeões da Liga Mundial, estão embalados, e o Brasil sabe disso. Apesar de terem perdido na primeira partida das Olimpíadas para a Rússia, os brasileiros não se iludem. Segundo o líbero Serginho, após a primeira vitória sérvia sobre o país, o rival teve a certeza de que o Brasil pode ser vencido. Além disso, a presença do gigante Miljkovic e do experiente Grbic podem fazer a diferença. - A Sérvia jogou conosco quatro vezes na Liga Mundial e em todas elas foi 3 a 2, ganhamos três e perdemos uma. Temos que ter muita cautela, porque eles têm muito volume de jogo - diz ele.

Mais jogos da segunda rodada

Antes do jogo entre Brasil e Sérvia, três partidas abrem a segunda rodada do vôlei masculino nos Jogos Olímpicos de Pequim. Rússia e Alemanha fazem o primeiro duelo. Este, ainda nesta segunda-feira (às 23h, de Brasília). Na seqüência, à 1h, Egito e Polônia se enfrentam. Às 1h30m, acontece o confronto entre Estados Unidos e Itália Depois da partida da seleção brasileira, Venezuela e China entram em ação às 9h. Para fechar a rodada, Japão e Bulgária se encontram às 11h.

18.7.08

Torcida faz festa para Dante e Giba mostra boa forma na vitória do Brasil

O técnico Bernardinho queria um bom teste para a seleção brasileira antes das finais da Liga Mundial, e conseguiu. A equipe verde-amarela confirmou o favoritismo e venceu a Venezuela por 3 a 0, parciais de 25/23, 25/16 e 29/27. No entanto, enfrentou adversários que deram trabalho e não se entregar jamais. As duas equipes voltam a duelar na Goiânia Arena neste sábado, às 10h (horário de Brasilia).

O Brasil entrou em quadra com Marcelinho, André Heller, Giba, André Nascimento, Gustavo, Dante e o líbero Serginho. Rodrigão, que voltou a jogar após quatro meses parado no último no banco, ficou no banco. Comandada pelo brasileiro Ricardo Navajas, a Venezuela usou saques potentes para equilibrar a partida desde o início.

O time verde-amarelo, por sua vez, cometeu alguns erros na recepção e no passe - foram cinco pontos entregues para os adversários, o que irritou o técnico Bernardinho. Com a partida empatada em 22 a 22, a seleção brasileira se impos e André Nascimento brilhou. Com duas pancadas do oposto, uma no bloqueio adversário e uma diagonal, o time da casa fechou em 25 a 23.

No ginásio, a torcida goiana enlouquecia com a presença de Dante, nascido em Itumbiada. O jogador recebia mais atenção do que Giba, e, para as fãs apaixonadas, o verdadeiro "galã" da seleção. Motivado pelo carinho e pela presença da família, o ponteiro brilhou durante o segundo set, e ajudou o Brasil a vencer com muito mais facilidade: 25 a 16.

O técnico Bernardinho não deu bola para a histeria da torcida e, para dar ritmo a outros jogadores, colocou Anderson no lugar de André Nascimento e Murilo no lugar de Dante. Mesmo já eliminada da fase final da Liga Mundial, a Venezuela voltou a fazer jogo duro, disposta a continuar viva na partida. Com uma boa atuação de Harry Gomez, o time de Navajas se beneficiou de erros brasileiros para passar à frente em 11 a 10. O Brasil se recuperou com Marcelinho, que cresceu na rede para empatar a partida. Gustavo foi para o saque e, com suas pancadas usuais, ajudou o time a abrir 15 a 12.

Giba, que voltou a jogar no último fim de semana, mostrou estar recuperado da lesão no tornozelo esquerdo: constantemente acionado por Marcelinho, não decepcionou. No fim, a Venezuela voltou a ameaçar e o jogo ficou emocionante. Os adversários chegaram ao set point duas vezes, mas André Heller e Gustavo impediram os pontos da vitória. As seleções se alternaram no placar até que a qualidade do elenco brasileiro fez a diferença e o time da casa, com boas atuações de Anderson e Murilo, fechou em 29 a 27.

12.7.08

Brasil atropela Cuba e conquista o heptacampeonato do Grand Prix

A seleção brasileira feminina de vôlei confirmou a sua ótima fase neste fim de noite de sexta e início de madrugada de sábado (no horário de Brasília) ao derrotar com facilidade as cubanas por três sets a zero (25/14, 25/15 e 25/20), em Yokohama, no Japão. O resultado, obtido em apenas 1h02m de jogo, garantiu o sétimo título do Grand Prix para as brasileiras com uma rodada de antecipação, porque não podem mais ser alcançadas pelas cubanas, as vice-líderes, nos pontos average, segundo critério de desempate.

O Grand Prix terminará no domingo, quando a seleção faz a sua última partida, contra o Japão, às 6h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do canal SporTV. O objetivo da delegação brasileira, porém, é terminar invicta, com cinco vitórias, a fase final da competição, para coroar o heptacampeonato. Antes, o Brasil havia sido campeão do Grand Prix em 1994, 96, 98, 2004, 05 e 06.

Logo no início da partida, ficou claro que o Brasil estava disposto a atropelar as adversárias. Cuba abriu 2 a 1, mas a seleção de Zé Roberto virou para 6 a 3 e começou a dominar as ações. Com um bloqueio de Mari, o placar chegou a 11 a 6. Concentrado em quadra, o time abriu vantagem e logo abriu 10 pontos (21 a 11) num ataque de Sheilla. O primeiro set terminou com atuação arrasadora da seleção e parcial de 25 a 14

No segundo set, a concentração se manteve e o Brasil abriu 4 a 1. As cubanas, comandadas por Ruiz, ainda ensaiaram uma reação e mantiveram a diferença na casa dos dois pontos. Mas Fofão caprichava nos levantamentos e, mesmo quando o passe não saía perfeito, o Brasil se garantia com bolas de segurança de Mari e Paula Pequeno nas pontas. Praticamente sem erros, a seleção verde-amarela viu as cubanas ficarem nervosas e falharem bastante. Com vantagem de 9 a 1 nos bloqueios, o Brasil fechou o segundo set em 25 a 15.

O terceiro set começou com as cubanas à frente, mas logo as brasileiras retomaram a dianteira no placar, mas sem deslanchar até a primeira parada técnica. Aos poucos, porém, o Brasil começou a escapar no placar, abriu até quatro pontos de vantagem, e acabou fechando o set com um bloqueio duplo de Mari e Walewska em 25 a 20. Mari terminou a partida mais uma vez como a maior pontuadora da partida, com 17, 14 de ataque e três de bloqueio.

Times

BRASIL - Fofão, Walewska, Mari, Paula Pequeno, Thaisa e Sheilla. Líbero: Fabi. Entraram: Carol Albuquerque e Fabiana.

CUBA - Ruiz, Santos, Ramirez, Sanchez, Carcaces e Barros. Líbero: Mesa. Entraram: Ortiz e Silie.

9.7.08

Brasileiras começam bem a fase final do Grand Prix vencendo os EUA


Depois de liderar a primeira fase, a seleção brasileira feminina de vôlei estreou com uma excelente vitória na fase final do Grand Prix. Com a volta de Paula Pequeno, mas sem Jaqueline, machucada, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães derrotou os Estados Unidos por três sets a zero (25/19, 25/19 e 25/23), em Yokohama, Japão.

O próximo jogo das brasileiras será contra as italianas, às 3h (horário de Brasília) desta quinta-feira. As americanas pegam as japonesas às 6h30 do mesmo dia.

Paula Pequeno, recuperada de uma entorse no tornozelo esquerdo, entrou como titular e se destacou nos ataques, juntamente com Mari, ambas terminando a partida com o maior número de pontos: 14 cada uma.

No primeiro set, o Brasil começou com um pouco de dificuldade. Porém, mesmo nos momentos em que a equipe americana encostava no placar, as brasileiras conseguiram manter a calma e fecharam o set em um ataque de Fabiana: 25 a 19.

No segundo set, mesmo quando não conseguia uma boa recepção, a seleção brasileira contava com a inspiração e a força de Mari e Paula Pequeno, que conseguiam pôr a bola no chão na quadra adversária. Com isso, a equipe repetiu o placar do primeiro set, fechando com uma bola de segunda de Walewska.

A equipe americana voltou para o terceiro set com outra levantadora: Robyn Ah Mow Santos entrou no lugar de Lindsey Berg. O time americano melhorou e endureceu a partida. Com Fofão muito bem e Mari e Paula Pequeno mantendo o desempenho do início da partida no ataque, a seleção brasileira mantinha a dianteira no placar, embora muito apertado.

Isto até que um ace de Logan Tom os Estados Unidos viraram para 23 a 22. Mas as brasileiras não se desesperaram e, com uma violentíssima cortada de Mari, o Brasil teve a seu favor um match point: 24 a 23. Logo depois, num erro americano, o Brasil fechou em 25 a 23 e venceu a partida.

Times

BRASIL - Fofão, Walewska, Mari, Paula Pequeno, Thaisa e Sheilla. Líbero: Fabi. Entraram: Carol Albuquerque, Fabiana e Sassá.

EUA - Lindsey Berg, Danielle Scott-Arruda, Tayyiba Haneef-Park, Heather Bown, Kimberly Glass e Logan Tom. Líbero: Stacy Sykora. Entraram: Ogonna Nnamani, Cynthia Barboza, Robyn Ah Mow-Santos e Flouke Akinradewo.

12.2.08

Jaqueline festeja vida nova na Espanha

Com apenas 24 anos, a ponteira Jaqueline já amargou momentos difíceis de superar: ficou quase dois anos fora das quadras por lesões, enfrentou o frio e a solidão na Itália. O maior golpe, porém, viria às vésperas do Pan-Americano: pega no exame antidoping por uso de sibutramina, uma substância diurética proibida, ela ficou fora da seleção e ainda sofreu com as acusações de seu ex-clube, o Jesi.

O começo da volta por cima aconteceria em novembro, na Copa do Mundo. Após ser liberada para voltar a jogar, a jogadora mostrou a qualidade de sempre, e ajudou a seleção a conquistar a prata na competição. Mas foi no calor na Espanha, onde fica o seu novo clube, o Murcia, que a pernambucana pôde, enfim, começar vida nova. No último sábado, ajudou o time a conquistar o título da Copa da Rainha, o segundo mais importante do país. Eleita pela torcida como a melhor contratação da temporada em um time que conta com Fofão e Walewska, ela vive sua melhor fase. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, por telefone, a ponteira garante que nem a distância do namorado Murilo, que atua do Modena, da Itália, é capaz de tirar seu bom humor

6.2.08

Zé Roberto manda recado às 'popozudas'

Após a bronca dada na Copa do Mundo no Japão, Zé Roberto Guimarães mostra que a vida não será fácil na seleção feminina de vôlei, a pouco mais de seis meses para os Jogos Olímpicos de Pequim. Acreditando que a competição será uma das mais equilibradas de todos os tempos, Zé ainda tem dúvidas para a convocação, mas garante que terá atenção especial quanto à condição física. E, à la Felipão, manda um recado às "popozudas". - Fisicamente todas precisam estar 100%. A vaidade não terá vez. Não quero nenhuma menina de bumbum grande na seleção. Serão apenas três meses de treino e todas precisam voar no aspecto físico - disse o técnico, ao "Jornal do Brasil". "



"A vaidade não terá vez. Não quero nenhuma menina de bumbum grande na seleção"

Oito na luta pelo ouro olímpico


A previsão é de muito trabalho para a seleção brasileira feminina de vôlei em sua busca pela recuperação em quadra, após as decepções no Grand Prix 2007 (sexto lugar), nos Jogos Pan-Americanos do Rio (vice) e na Copa do Mundo (vice). Após acompanhar de perto o Pré-Olímpico da Europa, o técnico da seleção, Zé Roberto Guimarães acredita que a disputa nos Jogos de Pequim será uma das mais equilibradas de todos os tempos, mas arrisca um palpite para a medalha de ouro. - Nunca o vôlei feminino teve um cenário tão equilibrado. Oito seleções podem ganhar a medalha de ouro. Brasil, China, Cuba, Estados Unidos, Rússia, Sérvia, Polônia e Itália. Esta, aliás é hoje a melhor seleção do mundo, é o time a ser batido, são as favoritas à medalha de ouro. Com a entrada da Aguero, a Itália subiu muito de produção. A Aguero, em algumas situações, é quase imarcável. O treinador confia em uma boa participação da sua equipe nos Jogos, mas deixa uma mensagem preocupante para a torcida. - Podemos conquistar uma medalha e vamos lá para isso. Temos muito potencial, mas não será nenhuma tragédia se o Brasil não ficar nem entre os quatro finalistas, tamanho é o equilíbrio.