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16.4.08

Romário supera Maradona em pesquisa


Em uma pesquisa realizada pelo jornal catalão “El Mundo Deportivo”, Romário superou Maradona. Não, o Baixinho, que anunciou sua aposentadoria na última segunda-feira, não foi eleito o maior jogador da história. Ele superou Dieguito na enquete sobre o gol mais bonito da história do Barcelona

Com 19% dos mais de 200.000 votos, o gol de Romário na goleada de 5 a 0 sobre o Real Madrid na temporada 1993/1994. O Baixinho recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro Alkorta e chutou sem chances para o goleiro merengue. A pintura de Romário (eleita por ele próprio o 6º gol mais bonito de sua carreira) ficou na frente do tento marcado por Maradona, que teve 18% da preferência, contra o mesmo Real na temporada 1982/1983 (clique aqui e assista ao gol de Maradona no YouTube).

Em terceiro apareceu Messi, que fez um gol no qual driblou diversos marcadores do Getafe em um jogo válido pela Copa do Rei da temporada 2006/2007. Em quarto lugar, outro brasileiro: Rivaldo. O pentacampeão recebeu 9% dos votos pelo golaço de bicicleta marcado contra o Valencia na temporada 2000/2001.

15.4.08

Romário anuncia aposentadoria

Agora é oficial. No lançamento do DVD dos principais gols de sua carreira nesta segunda-feira, em um restaurante na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Romário anunciou o fim da carreira. Aos 42 anos, o Baixinho quer agora apenas curtir a vida com os filhos e os amigos.

- Oficialmente não jogo mais. Parei. Minha fase passou. Tenho consciência de que tudo foi muito divertido - disse o Baixinho, para em seguida olhar para o diretor do DVD "Romário é gol", Sidnei Loureiro Júnior, e brincar: - Pode terminar o DVD.

Um dos maiores atacantes da história do futebol, Romário encerra a carreira pouco menos de um ano após marcar seu milésimo gol. A última vez que entrou em campo foi contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, em São Januário, quando o Vasco perdeu por 2 a 1. O último gol foi o de número 1.002 da carreira, em 9 de junho de 2007, contra o Grêmio, também em São Januário.

O Baixinho pensa fazer ainda um jogo de despedida no Maracanã. Mas deveria ser algo bem organizado, em grande estilo, em conjunto com a CBF e os três clubes que defendeu no Rio de Janeiro.

- Não pensei em nada. Mas se alguém fizer uma proposta de um jogo em que eu vestisse a camisa da seleção brasileira e também uma outra que montasse os três clubes que defendi no Rio, Vasco, Flamengo e Fluminense seria muito bem vindo. Mas tem que fazer bem feito, chamar todos os meus amigos, jogadores que atuei lá fora e tal.

Quatro quilos mais pesado em relação ao ano passado e sem propostas para seguir a carreira, o Baixinho admitiu que não havia mais ânimo para seguir a carreira.

- Pensei, repensei e decidi parar. Depois de seis meses sem jogar, era difícil voltar para jogos oficiais. É hora de dizer 'Parei' - disse ele ao 'Bem, Amigos', da SporTV.

Aos 42 anos, Romário disse ainda que não tem nenhum interesse em retomar a curta carreira de treinador. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, disse durante o evento que conta com Romário para a organização da Copa do Mundo de 2014.

- É difícil dizer no que eu poderia ajudar. Primeiro preciso saber o que ele quer que eu faça. Mas é legal saber que ele está pensando em mim. Já arrumei um trabalho! - disse, bem-humorado.

Nos últimos meses, Romário não pôde entrar em campo. Primeiro, foi suspenso por doping por uso de finasterida. Depois, se desentendeu com Eurico Miranda e deixou o Vasco, onde vinha atuando também como treinador. Em 14 de fevereiro, foi absolvido pelo STJD, mas continuou sem jogar. Estava preso ao Vasco, com quem tinha contrato até 31 de março. Nas últimas semanas, participou de algumas peladas no Caribe.



Carreira marcada por sucesso e polêmicas
Romário começou a carreira profissional em 1985, ao ser promovido dos juniores do Vasco pelo técnico Antônio Lopes. Sua média de gols já impressionou nos primeiros anos, tanto que foi artilheiro do Carioca em 1986 e 1987.

Fez sucesso no exterior pelo PSV Eindhoven e pelo Barcelona e voltou ao Brasil, onde defendeu Flamengo, Fluminense e novamente o Vasco. Fora do país, ainda jogou por Valencia-ESP, Al Sadd-EAU, Miami-EUA e Adelaide United-AUS.

Marcou época na seleção brasileira principalmente por ter sido o destaque do tetracampeonato, em 1994. Graças às suas atuações na Copa dos Estados Unidos, foi eleito o melhor jogador do mundo em votação da Fifa.

Foi também ao Mundial de 1990, sem destaque, e ficou fora das edições de 1998, cortado por lesão, e de 2002, preterido pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Com a amarelinha, ainda conquistou a Copa América (em 1989 e 1997) e a Copa das Confederações (1997).

Nos últimos anos de carreira, Romário recebeu críticas que apontavam sua decadência e pediam a aposentadoria. No entanto, ainda conseguiu ser artilheiro do Brasileirão por duas vezes, em 2001 e em 2005, neste com 39 anos. E foi campeão da Mercosul (2000) e da Copa João Havelange.

28.3.08

Video Romário

Romário está se despedindo do futebol
Veja os 11 Golaços que marcaram a carreira do camisa 11 Tetracampeão do mundo.

Video Romário

Romário garante a jornal: Não jogo mais

Nem Vasco, nem Flamengo. Romário anunciou o fim de uma carreira coberta de glórias e polêmicas. Com a meta dos mil gols atingida e afastado dos campos desde que deixou o cargo de técnico do clube de São Januário no início de fevereiro, o Baixinho não vai mais jogar futebol profissionalmente. A garantia foi dada pelo próprio Romário em entrevista ao jornal carioca "'O Dia".

- Não jogo mais, não. Já parei de jogar. Não tenho mais condição. Desde novembro, eu não jogo. Se não me engano, minha última partida foi contra o Palmeiras... Faz muito tempo. Não dá mais pra mim...- diz, errando o último jogo da carreira (contra o Internacional, em 4 de novembro, pelo Campeonato Brasileiro - derrota por 2 a 1).

Na entrevista, ele afirma que tem aproveitado o tempo viajando muito, que estará desempregado de segunda-feira (seu acordo com o Vasco termina no domingo) e que vai procurar um novo emprego. Não mais de jogador de futebol. E diz que não volta mais para o clube de São Januário, onde marcou o gol mil em 20 de maio de 2007 (relembre o jogo histórico no vídeo ao lado):

- Não. Não volto mais para o Vasco... Não estou indo para o trabalho, mas eles também não estão me pagando. E a amizade continua... Já comuniquei ao Vasco que estava saindo, mas tive que cumprir o contrato. Passei para o Eurico (Miranda) qual era o meu pensamento. Não tenho nada contra ele. Foram divergências de opiniões - diz, citando o episódio em deixou o cargo de treinador da equipe após se negar a escalar o atacante Alan Kardec.
"Estou nessa situação por opção. Se quisesse estar jogando, teria voltado para o Vasco. Mas não tenho plano nenhum. Tenho aproveitado os meus filhos e estou passeando bastante. São essas coisas que me fazem feliz
Romário"

8.2.08

Romário exclusivo: 'Posso voltar ao Vasco'

Um Romário calmo e em tom reconciliador. Nesta quinta-feira, o Baixinho pareceu ter esfriado a cabeça e disse que pode voltar a jogar no Vasco. Na casa de seus tios, na Vila da Penha, ele explicou em entrevista exclusiva à TV GLOBO, o desentendimento com o presidente Eurico Miranda antes do jogo contra o Friburguense, pelo Campeonato Carioca, e falou sobre o futuro. O atacante se referiu ao dirigente vascaíno com respeito, usando o termo "doutor", e garantiu que não guarda mágoa pelo episódio. Ainda sem saber se vai continuar jogando, Romário só tem uma certeza: não quer mais ser treinador do Vasco.- Treinador para mim não dá mais. Não posso dizer que não vou encerrar a minha carreira no Vasco. Hoje minha cabeça não está voltada para isso. Mas na vida a gente pensa e repensa várias coisas. Muda de decisões. Se tiver que acontecer e encerrar a carreira lá não vejo nenhum problema. Até porque meu projeto era esse. Vamos ver o que vai acontecer. Às vezes os pais brigam com os filhos. E posso dizer que ele (Eurico) é o meu pai no futebol. A gente teve um desentendimento. Mas daqui a pouco a gente volta - disse Romário ao explicar a polêmica sobre a escalação do time. Desde a segunda-feira, Eurico queria que ele escalasse Alan Kardec, mas a preferência do Baixinho era Abuda, que, segundo ele, estava mais bem preparado para a partida. Romário achava que seria melhor colocar Kardec no banco, mas Eurico exigiu a escalação do jovem. Diante da recusa do dirigente em aceitar sua determinação, o Baixinho resolveu entregar o cargo e informou sua decisão ao supervisor de futebol Paulo Angioni, com quem intermediou a discussão com Eurico.Durante a entrevista, o jogador de 42 anos também garantiu que a polêmica não tem nada a ver com a chegada de Edmundo ao clube. Ele disse ainda que está torcendo para que o Animal se dê bem e ajude o Vasco a vencer.O Baixinho também falou sobre o convite de encerrar a carreira no rival Flamengo. Amigo do vice-presidente de futebol do clube rubro-negro, Kléber Leite, Romário fica feliz com o interesse e se sente honrado com o carinho do Fla. No fim da entrevista, ele lembra que sua relação com o Vasco ainda é muito forte e não será essa desavença que mudará seu carinho pelo clube de São Januário