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20.11.08

Inter ganha fácil e leva o Brasil pela primeira vez à final da Sul-Americana

O nome é Sport Club Internacional, mas se quiser chamar de Brasil nas duas próximas semanas, sem problema. É com tons de vermelho e branco que o futebol verde-amarelo chega pela primeira vez à final de uma Copa Sul-Americana. O feito inédito é mérito do Colorado, que fez 4 a 0 no Chivas Guadalajara na noite desta quarta-feira, em um Beira-Rio eufórico, e cravou presença na decisão.


O resultado foi quase uma formalidade, já que a classificação estava encaminhada desde a semana passada, com a vitória de 2 a 0 no Jalisco. Esta noite, sem Alex, o brilho ficou concentrado em D'Alessandro e Nilmar, com dois gols cada, e Guiñazu, sempre onipresente. Agora, basta esperar o oponente na final. Será o Argentinos Juniors, de Buenos Aires, ou o Estudiantes, de La Plata. Os "hermanos" empataram o primeiro jogo por 1 a 1. O reencontro é nesta quinta-feira. A decisão começa já na semana que vem, com o primeiro duelo na Argentina. Antes, o Inter recebe o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. É domingo, com time reserva.

Obrigado, Maradona: é show de D’Alessandro

Diego Armando Maradona estreou nesta quarta como técnico da seleção argentina. Venceu a Escócia por 1 a 0 e não fez a menor questão de convocar D’Alessandro. Os colorados agradecem. “El cabezón”, nenhuma novidade, comandou a vitória vermelha sobre o Chivas Guadalajara. A atuação do meia no primeiro tempo já seria fora do comum sem os dois gols que ele marcou. O gringo correu por todo o campo, deu carrinho, desarmou como se fosse volante. Ah, e fez os dois gols também. O primeiro foi de pênalti, em jogada dele mesmo. D’Alessandro dominou na área, deixou um mexicano a ver navios e foi derrubado por Ocampo. A cobrança foi no cantinho, certeira, sem qualquer esperança para o goleiro Hernandez. O segundo foi de falta. Aos 35 minutos, ele chutou com perfeição, rente à trave esquerda do goleiro. A torcida reagiu à obra do camisa 15 com gritos de “uh, D’Alessandro”, como fazia com o eterno ídolo Fernandão.




Os gols não foram ocasionais, mera obra da genialidade de “El cabezón”. Nada disso. Foram merecidos. O Inter foi melhor desde o início, com raros momentos de bobeira defensiva. Quando Medina perdeu a cabeça ao levar drible humilhante de Marcão e deu pancada feia no colorado, a situação melhorou de vez para os gaúchos. Com um atleta a mais em campo, o Inter não teve problemas para fazer o terceiro gol. Foi de Nilmar, mas Taison, o substituto de Alex, também pode comemorar. O guri bateu escanteio com todo o veneno do mundo. O goleiro até desviou, mas não adiantou nada. Nilmar, feito um raio, apareceu para entrar com bola e tudo no gol. A etapa inicial ainda teve um detalhe que não surpreende nenhum colorado, mas que sempre merece registro: Guiñazu jogou um absurdo.

Festa e ritmo de treino para a final

Com uma vantagem de cinco gols na soma dos dois jogos da semifinal, os colorados começaram o segundo tempo candenciando a partida e fazendo a bola rolar, sem pressa. Em clima absoluto de festa, a torcida gritava "olé" logo aos três minutos. Aos 10, a "ola" tomou conta do Beira-Rio.

Sem qualquer razão para desgastar o time, o técnico Tite optou por tirar D'Alessandro, aos 16. Muito aplaudido, o meia argentino, que mandou no jogo, deixou o gramado do Gigante para a entrada de Andrezinho.

Mas já que o time estava em campo, e a torcida empolgada, que tal jogar um belo futebol? Aos 24 minutos, o garoto Taison deu um passe milimétrico para Nilmar. Sempre veloz e preciso, o camisa 9 deixou os zagueiros comendo poeira e tocou bonito na saída de Hernández. Pronto. O torcedor estava mais do que satisfeito.

Daí em diante, foram mais de 20 minutos de toques e inversões de bola. Da esquerda para a direita, e da direita para esquerda. E o tempo até que passou rápido, só não conseguiu superar a velocidade do Internacional contra o Chivas.

2.10.08

No sufoco, misto-quente do Palmeiras elimina os peruanos do Sport Áncash

Foi um sufoco! Com um gol aos 44 minutos do segundo tempo, marcado por Jumar, o Palmeiras eliminou o modesto Sport Áncash, do Peru, com uma vitória suada por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Palestra Itália, e garantiu a classificação para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana. O Verdão, que havia empatado sem gols no estádio Nacional, em Lima, no Peru, ainda escalou cinco titulares no primeiro tempo, e aproveitou outros dois na etapa final.

Nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana, o Palmeiras enfrentará o Argentinos Juniors, que eliminou o San Luís, do México. As datas e horários dos confrontos entre brasileiros e argentinos serão divulgadas posteriormente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Verdão entra em campo com cinco titulares

Além da estréia de Roque Júnior, que futuramente será titular da zaga no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras foi a campo para encarar o Sport Áncash com cinco jogadores da equipe principal: Gustavo, Martinez, Pierre, Sandro Silva e Leandro. E ficaram no banco o meia Diego Souza e o atacante Kléber.

Com mais posse de bola e melhor qualidade técnica, o Verdão ditou o ritmo de jogo. Aos 13 minutos, após cobranças de escanteio de Denílson, Gustavo cabeceou, e Ubillos salvou o gol quase em cima da linha. Mas, apesar da ótima drenagem, as fortes chuvas que castigaram a cidade de São Paulo deixaram o gramado do Palestra Itália encharcado, impedindo o toque de bola.

O Sport Áncash optou pela marcação forte, principalmente no meio-campo, e tentou explorar apenas os contra-ataques. Com dificuldades para criar jogadas ofensivas, o Verdão passou a arriscar chutes de fora da área. Denílson e Martinez arriscaram petardos de longa distância, mas não tiveram êxito.

A melhor chance de gol do Palmeiras aconteceu aos 40 minutos. Roque Júnior se mandou para o ataque e cruzou, na medida, para a cabeçada de Maicosuel. O goleiro Vegas fez grande defesa, à queima-roupa, e espalmou a bola, que sobrou limpa para Jumar, no rebote, desperdiçar grande oportunidade.

Mais dois titulares no segundo tempo

Com Diego Souza e Kléber nas vagas de Maicosuel e Thiago Cunha, respectivamente, o Palmeiras voltou pressionando o Sport Áncash. Tanto que Kléber e Roque Júnior levaram perigo ao gol de Vegas nos três minutos iniciais. Porém, aos cinco minutos, Sandro Silva deu uma entrada violenta, com o pé no peito de Martínez, e foi expulso merecidamente.

Mesmo com um a menos, o Palmeiras continuou partindo para o ataque. E o Áncash seguiu no mesmo ritmo, ou seja, explorando apenas os contra-ataques, demonstrando claramente satisfação com o empate. Aos 21, Martinez, de fora da área, levou perigo ao gol de Vegas. No minuto seguintes, Calheira, de cabeça, assustou Bruno.

O Áncash criou a sua melhor chance de gol na partida aos 36, quando Calheira chutou da entrada da área e Bruno fez ótima defesa, espalmando a bola para escanteio. O Palmeiras respondeu aos 38, após cobrança de escanteio de Leandro, Gustavo cabeceou, o goleiro espalmou, a bola bateu no travessão, e Diego Souza, no rebote, perdeu o gol.

Aos 40, após nova cobrança de escanteio de Leandro, Gustavo, de cabeça, exigiu boa defesa de Vegas. O Palmeiras continuou pressionando e foi premiado aos 44 minutos, com um golaço de Jumar.

Duelo com o Boca nas quartas da Sul-Americana anima o Inter

Lá vem o Boca Juniors de novo no caminho do Internacional na Copa Sul-Americana. Duas vezes eliminado pelos argentinos, com goleada em ambas, o time gaúcho reencontra os xeneizes nas quartas-de-final da edição deste ano do torneio continental. O Boca avançou ao empatar por 1 a 1 com a LDU no Equador após fazer 4 a 0 em casa. O Inter, com empates por 1 a 1 e 0 a 0, passou pelo Universidad Católica, do Chile. O duelo com os argentinos já anima os colorados.

- Deixo um alerta para os associados: eles precisarão se agilizar para conseguir lugar. É jogo para faltar ingresso. Talvez só os sócios consigam. Nós vamos para conseguir classificação. Queremos o título. Para os torcedores, o Boca está engasgado. Os jogadores são outros, mas está engasgado. É uma chance que temos para lavar a alma dos gaúchos - diz o presidente do Inter, Vitório Piffero, fazendo referência ao rival Grêmio, que perdeu a Libertadores de 2007 para o clube de Buenos Aires.

O garoto Taison chega a arregalar os olhos ao pensar em encarar o Boca na Bombonera.

- Pelo que ouço, é um campo pequeno, com a torcida colada no campo. Deve ser difícil, mas é legal - afirma.

O Inter entende que enfrentar o Boca é positivo inclusive financeiramente.

- É um jogo que mobiliza muito. É um confronto que dá repercussão internacional, algo em que temos muito interesse - diz Giovanni Luigi, vice-presidente de futebol do Inter.

O clube colorado ainda não trata publicamente da equipe que escalará contra o Boca, mas dificilmente serão os reservas. O Boca vem jogando com um misto de suplentes e juniores