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4.7.08

Campeões da Taça Libertadores são recebidos na capital equatoriana

Depois do desembarque no aeroporto, jogadores entram em um ônibus onde desfilam pela cidade de Quito, capital do Equador. Torcida da LDU recebe os atletas como heróis.Em festa, os jogadores da LDU exibem a Taça Libertadores no desfile pelas ruas de Quito

3.7.08

Fluminense falha nos pênaltis, e a LDU é campeã da Taça Libertadores

O sonho terminou. O time lutou, foi valente. Mas caiu na disputa de pênaltis. Após vencer por 3 a 1 no tempo normal, com os gols de Thiago Neves, o Fluminense falhou nas penalidades e perdeu por 3 a 1. Conca, Thiago Neves e Washington, três dos principais jogadores do time, tiveram as cobranças defendidas pelo goleiro Cevallos, que se tornou herói. A LDU conquistava nesta quarta-feira, no Maracanã, o título da Taça Libertadores. No primeiro jogo, disputado em Quito, os equatorianos venceram por 4 a 2. E o Fluminense teve neste dia 2 de julho um dos dias mais tristes de seus 106 anos de história.

Milhares de torcedores deixaram o Maracanã chorando. O silêncio era impressionante no estádio. Nada de vaias ou aplausos. Apenas a decepção. Festa apenas para a pequena torcida da LDU, que comemorava nas cadeiras o primeiro título da Libertadores de um clube do Equador. O presidente do país, Rafael Correa, presenciou tudo da tribuna de honra do estádio.

Dono da melhor campanha da primeira fase da Libertadores, eliminando depois três campeões da competição - Nacional de Medellín, São Paulo e Boca Juniors -, ao Tricolor resta encontrar forças para superar tempos difíceis pela frente. Sem o título, o clube deixou de faturar cerca de R$ 9 milhões em cotas. Vai amanhecer nesta quinta-feira na lanterna do Campeonato Brasileiro, a única competição que lhe resta na temporada. E também deve perder dois dos seus principais jogadores - Thiago Silva e Thiago Neves - para o futebol europeu. A chance dos dois ficarem seria o clube se classificar para o Mundial da Fifa.

E Thiago Neves teve uma noite iluminada. Fez três gols no tempo normal. Feito inédito em uma decisão da Libertadores. Mas não foi suficiente. O jogador perdeu um dos pênaltis na decisão por penalidades. E faltou ao Fluminense mais coragem após marcar o terceiro gol aos 12 minutos do segundo tempo. O time diminuiu o ritmo e viu o tempo passar e se encaminhar para a loteria dos pênaltis.

Com isso, pelo segundo ano consecutivo, um clube brasileiro perdeu a decisão da Libertadores. Em 2007, o Grêmio foi derrotado pelo Boca Juniors, da Argentina, na final. Com o título, a LDU é o quarto clube classificado para o Mundial de Clubes da Fifa, que acontece em dezembro, no Japão. Já haviam assegurado a vaga o Manchester United-ING (campeão europeu), o Pachuca-MEX (campeão da Concacaf) e o Waitakere United (campeão da Oceania). Outras três vagas ainda estão em jogo e serão conhecidas apenas em novembro. São para o campeão da África, o da Ásia e o do Campeonato Japonês. Como campeão da Conmebol, o time equatoriano já entra na disputa na semifinal.

Após o susto, o alívio com Thiago Neves

No vestiário, os jogadores receberam as camisas das mãos de seus familiares. Quando o time entrou em campo, uma linda festa começou na arquibancada. Fogos de artifício, sinalizadores verdes com os torcedores, bandeiras e camisas eram balançadas. Antes de a partida começar, os jogadores se reuniram em campo para uma corrente.

Mas aos cinco minutos veio o balde de água fria. Guerrón fez uma festa pela direita e cruzou rasteiro. Bolaños apareceu livre e chutou forte, no canto direito de Fernando Henrique, que não teve muito a fazer. A LDU abria o placar: 1 a 0.

O Maracanã ficou em silêncio. A torcida, apreensiva. Quando Washington dominou e ficou livre na área, veio a chance de empate. Mas o chute foi para fora. Será que não seria o dia tricolor? A resposta veio rápida. Thiago Neves arriscou de longe. E o goleiro Cevallos aceitou. Bola rasteira no canto esquerdo. Era o empate do Fluminense. A torcida recuperava a esperança. E assim como nos confrontos contra o São Paulo e o Boca Juniors, o time conseguia reagir minutos depois de sofrer um gol.

Apesar do empate, a torcida tricolor seguiu quieta. Só se manifestava para protestar contra o árbitro Hector Baldassi, que estava benevolente com as faltas duras da equipe equatoriana, principalmente em Thiago Neves, e economizava nos cartões amarelos.

O Fluminense não estava bem. Tanto que aos 25 minutos, Dodô começou a se aquecer. A LDU fazia cera, o jogo ficava muito tempo parado. E Hector Baldassi também não tomava qualquer atitude irritando os tricolores. Mas o Fluminense tinha a objetividade dos campeões. Chegava e marcava. Aos 28 minutos, Junior César cobrou rápido um lateral para Cícero, que cruzou para Thiago Neves. O meia completou de primeira para o fundo da rede. Era a virada tricolor. O gol que precisava para a torcida voltar a gritar.

Nem o susto de Fernando Henrique, que errou ao sair uma bola e quase deu um gol feito ao adversário, calou os torcedores. Logo depois, Washington recebeu e foi derrubado por Ambrossi na área. Pênalti claro, mas o árbitro Hector Baldassi não deu nada, para revolta geral dos tricolores. Renato Gaúcho discutia com o quarto árbitro. Depois, com o bandeira. Não parava de reclamar do árbitro. E o primeiro tempo terminava.

De falta, o gol salvador


Para o segundo tempo, Renato Gaúcho colocou o atacante Dodô no lugar de Ygor. Com isso, Cícero passou a jogar mais recuado. E foi do artilheiro a primeira chance. Após receber na área, Dodô deixou o marcador no chão e chutou. A bola foi por cima do travessão.

E Dodô estava mordido realmente com a reserva. Aos sete minutos, o atacante dominou na área e chutou. A bola desviou em Calle e bateu na trave antes de sair para escanteio.

Aos 11 minutos, Thiago Neves sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. Com perfeição, no canto esquerdo de Cevallos, que pulou atrasado. Era o terceiro gol do Fluminense. O Maracanã tremeu tamanha a festa da torcida. Vale lembrar que na véspera da partida, no último treino nas Laranjeiras, o meia teve um aproveitamento espetacular nas cobranças de falta. Das sete que tentou, fez cinco gols e acertou uma vez o travessão.

O jogo ficou nervoso. Com o resultado, a partida iria para a prorrogação. A LDU resolveu sair mais. Urrutia arriscou de fora da área, e Fernando Henrique espalmou para escanteio. Logo depois, Bieler chutou da entrada da área e a bola bateu na trave direita do goleiro tricolor.

O Fluminense diminuiu um pouco o ritmo. E deixou de explorar a insegurança do goleiro equatoriano Cevallos. Ele quase entregou em um chute de Conca no meio do gol. A defesa, toda atrapalhada, aconteceu com uma das mãos. Aos 36 minutos, falta perigosa a favor do Tricolor. Conca cruzou para a área, e Washington cabeceou por cima do travessão.

Os torcedores voltaram a apoiar o time com os gritos de "Nense". Mas o Fluminense preferiu não se arriscar. E a partida foi para a prorrogação. Mais 30 minutos de emoção pela frente.

Prorrogação com poucas chances

O tempo extra foi nervoso. A LDU tentava ganhar tempo nas bolas paradas, mas também atacava. Principalmente com Guerrón. O Fluminense tinha as melhores chances nos chutes de longe. Primeiro com Thiago Neves, depois com Thiago Silva. Ambos para fora.

Junior Cesar também tentava aparecer pela esquerda, mas os cruzamentos paravam nas cabeças dos equatorianos. Em uma sobra, Dodô chutou com força por cima do travessão. O tempo parecia passar mais rápido. E terminou o primeiro tempo.

Maurício entrou no lugar de Gabriel, bastante cansado. Mas o segundo tempo começou em ritmo lento. Aos 11 minutos, um lance polêmico. Cruzamento longo para a área, e Bieler fez o gol de cabeça. De forma errada, o bandeira Ricardo Casas marcou impedimento, e o árbitro Hector Baldassi anulou, prejudicando o time equatoriano.

O jogo voltou a ficar emocionante. Thiago Neves recebeu na área e chutou cruzado. Cevallos fez difícil defesa e evitou o gol. Aos 14 minutos, contra-ataque rápido da LDU e Luiz Alberto é obrigado a derrubar Guerrón na entrada da área. O zagueiro, que já tinha cartão amarelo, foi expulso. Era o último lance da partida. Mas Ambrossi cobrou na barreira. E o título seria decidido nos pênaltis.

Cevallos brilha nos pênaltis, e o título é da LDU

Urrutia abriu a disputa. Um chute forte no meio do gol. Fernando Henrique caiu para o lado direito. LDU 1 a 0. Conca seria o primeiro cobrador tricolor. E o argentino perdeu. Chute forte, mas no meio. Cevallos defendeu.

Campos bateu o segundo pênalti para a LDU. E Fernando Henrique defendeu. Festa no Maracanã. A torcida gritou o nome do goleiro tricolor. Thiago Neves tinha a missão de deixar tudo igual. Mas decepcionou. Chute rasteiro no lado direito de Cevallos, que defendeu com os pés. E Salas não perdoou. Fez o segundo gol da LDU.

Cícero foi o terceiro cobrador tricolor. E finalmente fez o primeiro do Fluminense. Mas a vantagem ainda era equatoriana. Guerrón abriu a quarta série. E deixou o Fluminense em situação complicada: 3 a 1.

Washington foi cobrar sob pressão. Se perdesse, a série acabava. O chute foi no canto direito. E Cevallos defendeu. A LDU era campeã da Libertadores. Silêncio e choro no Maracanã. Os torcedores, sem acreditar, não saíam da arquibancada. Mas a festa era equatoriana.

1.7.08

Torcida do Fla 'contrata' Guerrón e Bolaños, destaques da LDU

A torcida do Flamengo adotou Guerrón. E a recíproca é verdadeira. Na tarde desta segunda-feira, o astro da LDU empolgou-se com o apoio dos rubro-negros e chegou a vestir a camisa do clube após o treino, na Gávea. O time equatoriano enfrenta o Fluminense, quarta, na final da Taça Libertadores, no Maracanã.O presente foi dado por um torcedor e Guerrón gostou. Agradeceu bastante pela camisa e sorriu diversas vezes para fotos. - É muito bom saber que tenho este prestígio com a torcida do Flamengo. Seria um prazer jogar aqui no futuro - diz Guerrón, que já acertou com o Getafe, da Espanha, e se despede da LDU na quarta.

Outro destaque do time equatoriano, adversário do Flu na final de quarta-feira, pela Taça Libertadores, o meia Bolaños também foi para o hotel equipado. Ele ganhou um cachecol e um gorro do Fla. Assim como o companheiro, empolgou-se com o presente.

- Obrigado pelo apoio - afirma, entre sorrisos e sem tirar o gorro da cabeça.

26.6.08

Flu perde em Quito e sai em desvantagem de dois gols na decisão


O Fluminense terá que aprontar mais uma das suas se quiser ser campeão da Taça Libertadores. Isso porque o time perdeu por 4 a 2 para a LDU, na noite desta quarta-feira, em Quito, e agora tem que vencer por três gols de diferença no Maracanã, na próxima quarta-feira, dia 2 de julho, no Maracanã. Ao contrário das outras fases da competição, nas finais não há diferença entre os gols feitos dentro ou fora de casa. Com isso, em caso de vitória por dois gols do Tricolor, no Rio, haverá prorrogação de 30 minutos. Se houver empate durante esse tempo, a decisáo será nos pênaltis.

Primeiro tempo surpreendente

A LDU mostrou ao que veio no segundo minuto de partida. Guerrón, uma das grandes armas do time, cruzou da direita, e Bieler se antecipou a Thiago Silva para, de pé direito, abrir o placar. O Flu teve uma grande chance para empatar aos cinco, quando Washington entrou pela esquerda, na cara de Cevallos, e bateu de canhota, em cima do goleiro.

Aos dez, falta a meia distância do lado esquerdo da defesa da LDU. Conca ajeitou a bola com carinho e mandou no ângulo direito do arqueiro equatoriano. Golaço. Aos poucos, com a igualdade restabelecida no placar, o Tricolor igualou também as ações em campo, tocando a bola com categoria.

Um pouco abatidos, os donos da casa começaram a dar preferência aos chutes de longa distância, mas sem sucesso. Quando acertavam a direção do gol, Fernando Henrique mostrava segurança nas defesas. Aos 19, Bolaños recebeu dentro da área e bateu colocado, mas o goleiro tricolor caiu bem, à esquerda, e salvou o que seria o segundo gol equatoriano.

Em seguida, aos 23, após falta cobrada por Thiago Neves da esquerda, Arouca pegou rebote na entrada da área e arriscou, mandando a bola próxima à trave direita de Cevallos.

Aos 28, a LDU, que a esta altura já havia se recomposto e tinha 60% de posse de bola, fez o segundo. Falta na entrada da área, a bola bateu na barreira, Bieler emendou para o gol para uma linda defesa de Fernando Henrique. Mas, no rebote, Guerrón mandou um balaço de direita, indefensável, à esquerda do goleiro tricolor.

E o time equatoriano cresceu junto com sua torcida. Aos 33, Bolaños cobrou escanteio da esquerda, Jairo Campos acertou uma linda cabeçada e surpreendeu FH, que não esperava que a bola fosse na direção do gol. 3 a 1. Empolgados, os torcedores equatorianos passaram a gritar “olé” em todas as trocas de passes do time.

Aos 39, Cícero entrou pela esquerda na área e chutou forte: a bola explodiu na trave direita de Cevallos. No último minuto do primeiro tempo, outro duro golpe na confiança tricolor: Manso cobrou escanteio da direita, Washington desviou mal, para trás, e Urrutia completou de peixinho para o fundo das redes. 4 a 1 no placar, apito de Carlos Chandia, e angústia no coração tricolor durante o intervalo.

Segunda etapa começa, e Flu diminui

O jogo era mesmo para corações fortes. A LDU voltou em cima para tentar ampliar o marcador, mas sem a mesma inspiração do primeiro tempo. Melhor para o Fluminense, que conseguiu diminuir a vantagem equatoriana aos seis minutos, com Thiago Neves. Gabriel cruzou da direita, e o meia completou de cabeça, com estilo, à direita de Cevallos. O segundo gol saiu na hora certa para o Tricolor, pois tanto o time quanto a torcida da LDU sentiram o golpe. E o jogo ficou mais equillibrado, sem a mesma pressão dos donos da casa. Aos 18, Conca arriscou de longe, e Cevallos deu rebote, mas ninguém do Flu chegou para completar.

Um minuto depois, a LDU voltou a assustar os tricolores. Manso entrou pela direita, cortou para o meio da área a chutou de esquerda. Fernando Henrique se esticou todo e espalmou pela linha de fundo. Aos 26, Renato Gaúcho tirou Washington, que sentia dores no tornozelo direito, e colocou Dodô. Um pouco antes, Maurício já havia entrado na vaga de Arouca.

Aos 30, Bolaños cobrou falta da direita com um chute fortíssimo e quase enganou Fernando Henrique, que fez a defesa meio que no susto, mandando a bola pela lateral esquerda. O jogo se aproximava do fim e, sem tanto fôlego, os dois times diminuíram bem o ritmo. Para o Tricolor, a esta altura, a desvantagem de dois gols era até satisfatória dentro do que foram os primeiros 45 minutos.

Mas ainda houve tempo para fortes emoções. Aos 43, Urrutia completou cruzamento da direita, Fernando Henrique espalmou, a bola tocou no travessão e voltou nas mãos do goleiro. Fim de papo, e agora o Flu tem 90 minutos para mostrar que nada está perdido.

6.6.08

Para técnico da LDU, Fluminense é o melhor time da Libertadores

O técnico da LDU, o argentino Edgardo Bauza, prometeu nesta quinta-feira combater duramente o Fluminense na final da Libertadores, cujos jogos estão marcados para 25 de junho e 2 de julho.

- Vamos lutar como fizemos até agora. O Fluminense foi o melhor time do torneio e disso ninguém duvida - diz.

Bauza explica por que acha o Tricolor favorito:

- Foi o primeiro em toda fase regular e não chegou à final à toa.

Mas, o argentino lembra que a LDU também mereceu estar na decisão.

- Ninguém nada nos presenteou, acredito que chegamos por méritos próprios.

O Fluminense foi o primeiro do Grupo 8 da segunda fase da Libertadores, quando jogou contra a LDU, empatando em Quito por 0 a 0 e vencendo por 1 a 0 no Rio de Janeiro.

4.6.08

LDU consegue o empate sem gols e está na final da Taça Libertadores

Num estádio Casa Blanca lotado, em Quito, bastou um empate de 0 a 0 com o América do México, nesta terça-feira, para a LDU obter a classificação para a final da Taça Libertadores numa das semifinais da competição - a primeira partida, na Cidade do México, terminou 1 a 1, e por ter marcado fora de casa o time equatoriano levou vantagem. Agora, o clube equatoriano, que pela primeira vez participa da decisão, espera o vencedor de Fluminense x Boca Juniors, nesta quarta-feira, no Maracanã.

Com o resultado desta terça-feira, sai de cena o América de Cabañas, carrasco responsável pela eliminação de Flamengo e Santos da competição. Fica a LDU, que enfrentou o Fluminense na primeira fase da Libertadores - empatou de 0 a 0 em Quito e perdeu dos brasileiros no Maracanã por 1 a 0 - e se mostrou um adversário com qualidades. Na semifinal desta terça-feira, o placar acabou até injusto para os equatorianos, que dominaram a

maior parte do segundo tempo, quando o América teve um jogador expulso - Carlos Sanchez - com 15 minutos.

Primeiro tempo ruim

O primeiro tempo foi decepcionante tecnicamente para duas equipes que buscavam uma vaga para as finais da Libertadores. Os dois times estavam muito tensos em campo e faltaram técnica e criatividade. O América, que necessitava da vitória, entrou num esquema 4-4-2 e marcando em cima. A primeira jogada - que acabou sendo a melhor - surgiu aos cinco minutos, quando López, escalado no ataque ao lado de Cabañas, bateu com perigo na entrada da área, para boa defesa de Cevallos a escanteio.

A LDU, apoiada por sua torcida, desfalcada do meia Bolaños, suspenso pela expulsão da primeira partida - junto com o zagueiro Sebá, do América -, e com a vantagem do empate por 0 a 0, procurou dar o troco. Manso e Guerrón bem que tentaram, mas isolaram as boas jogadas de ataque.

Pelo lado dos mexicanos, o destaque da equipe, o atacante Cabañas, algoz de Flamengo e Santos, pouco produzia. Apesar da companhia de López - Esqueda pouco encostava nos dois atacantes -, sequer levou perigo ao gol do time da casa. Também, o meio-campo pouco criava. Villas se preocupava mais em discutir com os adversários, e Silva se movimentava sem objetividade.

Se Cabañas pouco aparecia, o ala-direito Guerrón, astro do time equatoriano, mesmo bem marcado no primeiro tempo, centrou na medida para Bieler cabecear mal, para fora. Mas isso só aconteceu aos 35 minutos, num primeiro tempo marcado mais pelas jogadas ríspidas e a catimba - principalmente do América - do que por boas jogadas. A única vez que a LDU obrigou Ochoa a trabalhar foi aos 28 minutos, num centro para a área bem cortado pelo goleiro. Mesmo assim, os equatorianos terminaram o primeiro tempo satisfeitos com a classificação parcial.

Partida cresce em emoção

Bastaram cinco minutos do segundo tempo para a LDU desfazer a imagem ruim que causou na primeira etapa. Após belo toque de calcanhar de Manso, Sallas bateu com estilo na trave. No rebote, Guerrón atirou para fora a melhor jogada dos equatorianos. Dois minutos depois, Sallas, novamente, quase abriu o placar, batendo desequilibrado, de perna esquerda, rente à trave esquerda.

O bom início acordou a torcida da LDU. O América, que precisava se abrir para buscar a vitória, buscava a salvação em Cabañas, que aos 10 dominou bola centrada de escanteio e bateu com estilo. A bola resvalou na zaga e quase enganou o goleiro Cevallos, que defendeu. A jogada acabou sendo o combustível necessário para o camisa 9 e toda a equipe mexicana, que começou a pressionar.

O jogo esquentou. Mas o domínio do América durou pouco tempo. Num contra-ataque aos 14 minutos, Sallas fez jogada individual que gerou a expulsão de Carlos Sanchez. O zagueiro já tinha cartão amarelo e, com a falta cometida no atacante que partia para o gol, levou o vermelho. O drama mexicano quase piorou na cobrança de falta de Manso, rente à trave direita de Ochoa aos 15.

Com 10 em campo, poder de criação 0 no meio-campo e precisando vencer, o América se encolhia. E na LDU, Sallas se destacava na partida. Aos 17, fez lindo lançamento para Guerrón, que bateu para defesa sensacional de Ochoa, com o pé direito.

O técnico Juan Antonio Luna, do América, resolveu mexer. Botou Argüelo no lugar de Lopez e Higuain no de Esqueda, que estava apático. A LDU teve mais uma chance de fazer o gol, e Bieler só não conferiu porque o árbitro marcou, erradamente, impedimento. Logo depois, Sallas, que era o melhor da equipe, saiu contundido, para a entrada de Vaca - Delgado também entrou, no lugar de Bieler.

A partida caiu um pouco de ritmo, mas o domínio da LDU continuou. Só que o time equatoriano abriu demais a guarda e chegou a facilitar para Cabañas, que cavou falta no fim. Mas não era dia do carrasco. Ainda mais quando Argüelo foi expulso, aos 45. Com nove em campo, não dava mais para o América.

29.5.08

Riquelme faz dois, mas quem vibra com empate é o Tricolor

A pressão foi grande, Riquelme brilhou, como era de se esperar. Mas, no apito final em Avellaneda, quem teve mais motivos para comemorar foi o Fluminense, que arrancou um empate em 2 a 2 e leva a vantagem de dois empates (0 a 0 e 1 a 1) para o segundo jogo das semifinais da Libertadores. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, dia 4 de junho, no Maracanã, para decidir quem passa para a fase final e encara o vencedor de LDU e América-MEX, que no primeiro duelo ficaram no 1 a 1, no estádio Azteca.

Jogo começa a mil por hora

Desde o primeiro minuto, muita correria, raça e ímpeto ofensivo de ambas as equipes. O Boca, empurrado por sua torcida, tentou pressionar a saída de bola do time tricolor, que saía para o jogo com toques curtos e rápidos. E o Flu mostrou logo que não entrou em campo apenas para se defender. Aos quatro, Thiago Neves partiu com a bola do meio-campo e chutou rente à trave direita de Migliore.

Aos 11, festa do Boca em Avellaneda: Riquelme abriu o placar ao completar um ótimo cruzamento de Palacio da direita. Mas a alegria argentina durou pouco. Aos 15, Thiago Neves cobrou falta da direita na cabeça de Thiago Silva, que subiu com estilo para empatar a partida num lindo lance. Euforia dos quase mil tricolores presentes ao estádio.

E o duelo continuou quente: aos 17, Chavez acertou a trave esquerda de Fernando Henrique após um chute colocado da entrada da área. Aos 34, uma linda triangulação entre Riquelme, Chaves e Datolo, que chutou à esquerda do arqueiro, assustando os tricolores. A pressão do Boca aumentou, mas a estrela de Thiago Silva continuava a brilhar. O jovem zagueiro fez um excelente primeiro tempo, roubando várias bolas e parando quase todas as jogadas aéreas direcionadas ao atacante Palermo.

No último lance do primeiro tempo, Junior Cesar tabelou com Thiago Neves e chegou à linha de fundo com liberdade. Mas, em vez de cruzar para Washington, que entrava livre na pequena área, chutou cruzado, mal, à esquerda do gol de Migliore. Uma chance incrível desperdiçada pelo Flu.

Pressão xeneize aumenta, e Riquelme apronta de novo

O Boca voltou do vestiário com tudo e criou rapidamente duas chances claras de gol. Palermo, aos dois minutos, escorou de cabeça rente à trave direita. Em seguida, Paletta cabeceou com força, no ângulo esquerdo, mas Fernando Henrique fez uma defesa espetacular, impedindo o segundo dos argentinos. Aos oito, Chaves mandou uma bomba de fora da área, raspando o travessão, para a loucura do técnico Renato Gaúcho, que a essa altura reclamava muito da postura de seu time em campo.

E Riquelme aprontou de novo. Aos 19, em cobrança de falta da entrada da área, com ajuda dos desvios de Cícero e Romeu na barreira, o craque marcou o segundo do Boca. Momento dramático para os tricolores. Aos 23, o Flu deu o ar da graça no segundo tempo. Thiago Neves arriscou de fora da área, Migliore deu rebote, mas Washington chutou fraco, nas mãos do arqueiro. Em seguida, Dodô substituiu o Coração Valente.

Frango e festa tricolor


Mesmo tímido em campo, o Flu conseguiu chegar ao empate mais uma vez. Aos 31, Thiago Neves chutou de fora da área, e Migliore aceitou, numa falha incrível, um verdadeiro frangaço. 2 a 2 no placar. Mesmo assim, o Boca não desistiu de buscar a vitória. Aos 35, Palacio mandou uma bomba de dentro da área, para outra ótima defesa de Fernando Henrique. No rebote, Thiago Silva mandou a escanteio.

Com o fim da partida próximo, Renato Gaúcho optou por colocar o zagueiro Roger na vaga de Thiago Neves para segurar as últimas tentativas do Boca. E a tática do treinador deu certo. Apito final do uruguaio Roberto Silveira e um grande motivo de comemoração tricolor, que agora decide a vaga diante de sua apaixonada torcida no Maraca.

28.5.08

Boca avisa: ‘Palermo fará dois ou três’

“Quero ser o artilheiro da Copa”. Esta é a frase que abre os jornais da Argentina nesta quarta-feira, quando Fluminense e Boca Juniors iniciam a luta por uma vaga na grande decisão da Libertadores. O dono dela é o atacante Martin Palermo, que já marcou seis gols na competição, dois a menos que Marcelo Moreno, do já eliminado Cruzeiro, e Cabañas, o carrasco de Flamengo e Santos, que ainda está em ação pelo América do México.

A frase parece soberba aos olhos dos brasileiros, mas para os argentinos é absolutamente normal. Seus companheiros do Boca Juniors, por exemplo, acreditam que ele fará contra o Fluminense o que fez nas quartas-de-final contra o Atlas, quando marcou três gols no México e garantiu a classificação do time portenho, que havia empatado em casa: 2 a 2.

- Ele pode ser o artilheiro. Merece ser. Neste próximos jogos fará pelo menos uns dois ou três gols - avisa o volante Cristian Chávez.
Palermo está em alta com os colegas de equipe.

Se outro dia ele fez três em menos de vinte minutos, tudo é possível – completa o meia Fabian Vargas, ex-Internacional.

Até Riquelme, o craque do time, rende-se ao faro de gol do amigo e agradece por tê-lo a seu lado.

- É o melhor camisa 9 do mundo, nos últimos dez anos. Temos sorte de poder jogar a seu lado - elogia.

América-MEX e LDU empatam no primeiro round da semifinal

No primeiro round da briga para chegar à final da Libertadores, vantagem para a LDU. O empate de 1 a 1 com o América do México, num lotado estádio Azteca, na Cidade do México, foi de bom tamanho para a equipe equatoriana. Com o resultado, basta um empate de 0 a 0 em Quito, na próxima terça-feira, para assegurar a vaga na final da Libertadores, contra o vencedor do confronto entre Boca Juniors e Fluminense, que começam nesta quarta-feira, em Buenos Aires, a decidir a vaga.

Caso a segunda partida termine em empate de 1 a 1, o jogo será decidido nos pênaltis. Empate a partir de dois gols ou qualquer vitória do América dá a vaga ao time mexicano. Os dois clubes jamais conquistaram a Libertadores. Na atual edição, enquanto o América foi o carrasco dos brasileiros Flamengo e Santos, a LDU derrubou os argentinos Estudiantes e San Lorenzo.

A partida desta terça-feira foi bastante disputada (no vídeo abaixo, assista aos melhores momentos). No primeiro tempo e em parte do segundo, a LDU esteve melhor. A partir da metade do segundo tempo, o América equilibrou as ações. Os gols foram de cabeça, e saíram na segunda etapa. Bolaños abriu o placar para os equatorianos, em falha do bom goleiro Ochoa, enquanto Esqueda empatou para o América - num dia pouco inspirado do atacante Cabañas, algoz do Rubro-Negro e do Peixe.
LDU começa melhor

Em casa, cabia ao América buscar o ataque. Mas a forte marcação da LDU, principalmente na saída de bola dos mexicanos, dificultou as ações. Fora que os contra-ataques vinham em velocidade, com Manso, pelo meio, ou Guerrón, pela direita. Com isso, os equatorianos passaram a dominar a partida e a criar os principais lances de perigo. No primeiro, Manso bateu cruzado, para fora. Argüelos respondeu para o América - Cevallos foi no canto e pegou. Depois, Bolaños também assustou, para fora. E aos 20 fez a melhor jogada de gol, quando bateu de fora da área e obrigou Ochoa a fazer uma grande defesa, tocando para escanteio,

Os mais de 100 mil torcedores do América começaram a vaiar o time. Cabañas, também impaciente, recuava mais para buscar o jogo, já que a bola chegava com dificuldade ao ataque - o carrasco de Flamengo e Santos só tinha dado um chute a gol, mas sem perigo. Aos 28, tentou bater de longe, a bola desviou para a entrada da área. Argüello arriscou, a bola resvalou na zaga equatoriana e foi para escanteio, com perigo.

A partir daí, o time do América recuperou o apoio da torcida. Mas a LDU continuava rezando bem a sua cartilha. Num contra-ataque, só faltou pontaria a Bieller, aos 33 - o atacante bateu pelo alto. A disputa pela bola começou a ter mais cara de Libertadores. Aos 34, Villa e Manso se estranharam numa dividida. Manso fez a falta, mas levou um chute de Villa - que já tinha cartão amarelo - e, estranhamente, também foi advertido com o cartão. Na seqüência, a bola acabou alçada na cabeça de Cabañas, que no entanto jogou nas mãos de Cevallos.

A área da LDU estava tão congestionada que a melhor solução para o América foi bater de longe, novamente com Argüello, aos 38. A bola foi para fora. O último lance do primeiro tempo foi o fiel espelho da partida até então. Aos 45, Bolaños cortou da esquerda para o meio e bateu na trave. Susto para Ochoa, para o América, para os mais de 100 mil presentes ao Azteca.
Gols e equilíbrio

O América resolveu mexer para o segundo tempo. Mas, estranhamente, o técnico Juan Antonio Luna tirou justamente o que mais chutou a gol: trocou Argüello por Higuain. O time ficou mais ofensivo. No início, deu certo. O meia cortou para o meio e bateu firme. Cevallos defendeu, mas a bola sobrou para Esqueda, que perdeu naquele momento, aos 4 minutos, o gol mais feito da partida.

Com isso, a equipe mexicana acordou. Calle fez falta infantil na entrada da área. Houve confusão na barreira. Depois da distribuição de cartões, Cabañas cobrou no canto direito aos 8, mas Cevallos salvou para escanteio. A torcida americana voltou a apoiar o time. O jogo mudou. Mas por pouco tempo.

A LDU não estava morta. Num rápido contra-ataque, Vera lançou Guerrón pela direita. O ala-direito invadiu e bateu. Ochoa, dessa vez, salvou com o pé. Mas o futebol é às vezes cruel, e nele ninguém é infalível, nem um goleiro do nível do mexicano. Aos 17, Guerrón, já àquela altura o nome da partida, desceu pela direita e tentou encobrir Ochoa. O goleiro foi mal e não conseguiu segurar a bola, que escapou. Nas suas costas, Bolaños só mergulhou de peixinho para cabecear e fazer o gol: 1 a 0 LDU.

Luna mexeu mais uma vez, trocando o volante Iñigo por mais um atacante, Lopez. Com quatro na frente, partiu para o tudo-ou-nada. Do lado da LDU, Guerrón passeava pela direita, pedalando sempre que podia. Numa bola na área do América, aos 26, Campos, de cabeça, desperdiçou chance daquelas que não podem ser perdidas para definir a partida.

O futebol foi cruel mais uma vez. Dois minutos depois, em escanteio cobrado por Higuain, Esqueda subiu mais que toda a defesa da LDU para testar firme, à esquerda de Cevallos, empatar a partida e levar à loucura a torcida no Azteca.

Pegou fogo novamente a partida. Sebastian Dominguez, o Sebá, ex-Corinthians, entrou duro, por trás, em Bolaños, que encarou o zagueiro. Resumo da ópera: os dois foram expulsos. Com 10 em campo dos dois lados, Ochoa deu susto no fim, mas não houve mais gols. O duelo está longe de ser definido. Em Quito, na próxima terça-feira, a emoção promete tomar conta.

26.5.08

Empolgado, time de Cabañas sonha contratar técnico da seleção da Espanha

Depois de eliminar Flamengo e Santos e conseguir uma vaga nas semifinais da Taça Libertadores, o América do México já começa a pensar na próxima temporada. E, mesmo com os bons números do interino Juan Antonio Luna à frente da equipe de Cabañas e companhia, o presidente do clube, Guillermo Cañedo, sonha com um técnico famoso no comando do time.

E, segundo o portal europeu “Goal.com”, o nome do espanhol Luis Aragonés, treinador da Fúria que disputa a Eurocopa a partir do próximo dia 7 de junho, é o preferido do dirigente. Emilio Azcárraga, empresário do técnico que dirige a seleção espanhola desde 2004, já teria feito os primeiros contatos com a diretoria do América do México.

Nesta terça-feira, às 22h10m (de Brasília), o América do México recebe o LDU no estádio Azteca no primeiro jogo entre as duas equipes pelas semifinais da Taça Libertadores da América.

Washington: 'Temos que ser malandros para fugir da catimba'

Herói da classificação do Fluminense para a semifinal da Taça Libertadores, o atacante Washington está preocupado com a catimba argentina na partida desta quarta-feira contra o Boca Juniors, no estádio Juan Domingo Perón, em Buenos Aires. A delegação tricolor viaja nesta segunda-feira para a capital argentina.

- Os argentinos são muito catimbeiros e vão usar isso contra nós. O Arsenal já fez isso e eles sabem fazer este tipo de coisa, mas temos que ser malandros para fugir da catimba - disse Washington ao site oficial do clube.

O atacante também lembra que o rival na semifinal é muito perigoso jogando fora de casa. O Boca Juniors venceu o Cruzeiro, no Mineirão, nas oitavas-de-final, e o Atlas, no México, pelas quartas.

- Estou mais preocupado com o Boca no Rio do que na Argentina. Eles vêm atuando melhor fora do que em casa - disse.

O volante Cícero não se preocupa com o tabu do Boca Juniors contra clubes brasileiros. Nas últimas 12 vezes que o time argentino encontrou um time nacional no mata-mata da Libertadores, ele se deu melhor.

- O Fluminense vem quebrando vários tabus e o torcedor está vivendo um grande momento desde o ano passado. Passa um filme na nossa cabeça e sempre imaginei pegar o Boca na final. Temos que ter uma atitude cautelosa e não podemos ser afoitos. Vamos entrar em campo para ganhar, mas um empate é um bom resultado

23.5.08

Peixe vence o América-MEX na Vila, mas está eliminado da Libertadores

O Santos bem que tentou, mas nem as presenças ilustres de Pelé e Robinho na Vila Belmiro deram sorte ao time, que venceu por 1 a 0 mas não conseguiu inverter a vantagem do América-MEX e está eliminado da Libertadores. Na partida de ida, os mexicanos venceram por 2 a 0, com dois gols de Cabañas. O Peixe procurou o ataque durante todo o jogo, mas abusou do direito de perder gols. O América vai pegar a LDU, que eliminou o San Lorenzo, na semifinal.

Os 19.539 mil santistas que foram ao estádio, o maior público do ano na Vila, devem ter sentido muito a falta do gol legítimo de Kleber Pereira anulado no México, já que o resultado desta quinta daria a classificação aos brasileiros caso o jogo no Azteca tivesse sido 2 a 1.

O Santos fez o que tinha de fazer. Foi para cima do América desde o primeiro minuto de jogo. Com Cabañas bem vigiado pela dupla Fabão e Marcelo, o Peixe se lançou ao ataque e foi criando chances. Aos 10, Molina mandou uma bomba de esquerda. O goleiro Ochoa defendeu, e a bola sobrou para Rodrigo Souto, que bateu cruzado. Kléber Pereira tentou desviar, mas chegou tarde.

O América, com dez jogadores atrás e apenas Cabañas à frente, apenas se segurava e tentava sair em um contra-ataque. A única chance do time mexicano no primeiro tempo ocorreu aos 12 minutos, quando Argüello arrancou pela direita e cruzou para Esqueda emendar de primeira. A bola passou por cima, assustando Fábio Costa.

O lance de perigo, porém, não diminuiu o ímpeto dos santistas. O bombardeio era incessante. Aos 21, Kléber lançou Kléber Pereira, que dominou e chutou de direita. Ochoa espalmou. Na sobra, Rodrigo Souto mandou outro petardo, e o goleiro mexicano defendeu novamente.

A bola vinha de todo o lado, e Ochoa ia se segurando como podia. Algumas vezes, o time santista confundia rapidez com pressa e se atrapalhava nos passes. Corria mais que a bola. Ainda assim, era dono do jogo. Aos 33, Molina avançou sozinho pela direita, cortou para a canhota e chutou firme, mas o camisa 1, bem colocado, encaixou.

Apesar de criar muito, insistir, correr, mostrar muita garra, o Peixe não saiu do zero. Intervalo de jogo, a vaga era do América.

Kléber Pereira renova a esperança dos santistas

O Peixe voltou para o segundo tempo ainda mais ofensivo. O técnico Emerson Leão sacou Wesley e colocou o argentino Trípodi. Wesley ainda ajudava na meia. Já Trípodi entrou para ficar bem mais à frente. A pressão tornou-se ainda mais intensa que no primeiro tempo.

Aos 8, Kléber Pereira recebeu livre, dentro da área, mas demorou para chutar e acabou levando um esbarrão de Sebá. Os santistas pediram pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Aos 9, Kléber Pereira, novamente recebeu pela esquerda, driblou o goleiro mas, sem ângulo, chutou para fora.

À medida que o tempo ia passando e o gol não saía, os santistas iram ficando bastante nervosos. Tanto dentro de campo quanto nas arquibancadas. A torcida começou a pressionar os jogadores, que em vez de tentarem entrar com a bola pelo chão insistiam em balões para dentro da área.

Aos 16, Leão resolveu então mandar o time com tudo para o ataque. Tirou Betão e colocou o equatoriano Michael "Jackson" Quiñonez para jogar aberto pela direita. Em seu primeiro lance, o xará do astro americano fez jogada de ponta, driblou o marcador e cruzou de canhota na cabeça de Kléber Pereira, que encobriu o goleiro com um toque certeiro. Explosão na Vila Belmiro.

Em busca do segundo gol, que levaria a decisão para os pênaltis, o Alvinegro intensificou a pressão. Cabañas, sem conseguir receber a bola em condições, tentou tirar os santistas do sério. Catimbeiro, o paraguaio provocou, tentou parar o jogo, fez cera e acabou levando um cartão amarelo aos 26 minutos.

Aos 37, Kléber e Trípodi fizeram uma boa jogada, o argentino tocou para o lateral, que lançou Kleber Pereira na entrada da área. O atacante, mesmo livre, chutou mal e perdeu boa chance. Dois minutos depois, Molina mandou uma bomba de longe com a perna esquerda, a bola passou rente ao travessão. Ochoa só olhou. Até o apito final, os santistas sufocaram os adversários, mas não conseguiram balançar a rede adversária novamente.

LDU leva a melhor na disputa por pênaltis e se classifica para a semifinal

A LDU sofreu, mas conseguiu a classificação para a semifinal da Taça Libertadores. O time derrotou o San Lorenzo por 5 a 3 na disputa por pênaltis, depois de dominar o adversário no empate em 1 a 1 no estádio Casablanca, em Quito. A partida de ida, em Buenos Aires, terminara com o mesmo resultado.

O adversário dos equatorianos será o América do México, que eliminou o Santos nesta quinta-feira, na Vila Belmiro.

Esse é o terceiro time argentino eliminado pela LDU, que deixou o Arsenal para trás na primeira fase e o Estudiantes nas oitavas-de-final. Para o San Lorenzo, é o fim do sonho do inédito título continental no ano do centenário.

San Lorenzo joga com cautela

O goleiro Orión, do San Lorenzo, já havia sido o personagem principal da partida em Buenos Aires ao fazer uma embaixadinha estabanada dentro da área e entregar um gol para a LDU. Dessa vez, com um minuto de partida, ele já demonstrou insegurança. Saiu de forma afobada na lateral do campo e deu um carrinho duro em Bolaños, recebendo cartão amarelo.

Mesmo precisando fazer gol, o San Lorenzo pouco se arriscou no ataque no primeiro tempo. A melhor oportunidade veio logo no começo da partida, em uma bola de Romeo na trave. A LDU tomou a iniciativa, mas sem se expor a contra-ataques. Conseguiu seu gol aos 26 minutos, em um chute de longe de Manso. Orión pulou atrasado e falhou novamente.

A situação do San Lorenzo se complicou aos 30, quando o árbitro entendeu que o volante Juan Manuel Torres pisou em um adversário depois de empurrá-lo ao chão. Com um jogador a menos, o time argentino se expôs e conseguiu mais posse de bola no campo de ataque, mas criou poucas chances de perigo. Aos 36, Bergessio chutou para fora um cruzamento da esquerda. A LDU, em vantagem no placar, não ameaçou até o intervalo.

Empate no início do segundo tempo

O San Lorenzo chegou ao empate no início do segundo tempo, em uma cobrança de escanteio concluída de cabeça por Bergessio. Com o resultado, que levava a decisão para os pênaltis, o técnico Ramón Díaz tirou o atacante Romeo e pôs o meia Aureliano Torres.

A partir de então, a LDU pressionou o tempo todo e até acertou a trave, com Manso, depois que Bolaños entrou livre e chutou em cima de Orión. As oportunidades se sucediam e eram desperdiçadas de maneira inacreditável. Aguirre salvou um gol em cima da linha e Tula travou um chute de Manso na entrada da pequena área. Guerrón, geralmente o destaque do time equatoriano, esteve em um péssimo dia, chegando a cair sozinho com a bola dominada.

Na disputa por pênaltis, pela LDU marcaram Urrutia, Campos, Vaca, Guerrón e Bieler. No San Lorenzo, converteram González, D'Alessandro e Alvarado. Aureliano Torres chutou para a defesa de Cevallos.

22.5.08

Palermo faz três e leva o Boca à semifinal

Atual campeão da Libertadores, o Boca Juniors segue na luta pelo quinto título do torneio nos últimos nove anos. O time argentino chegou ao México em desvantagem após empatar em casa (2 a 2), mas mostrou sua força no estádio Jalisco, em Guadalajara. Com três gols de Palermo na etapa inicial e uma bela exibição de Riquelme (participação em todos os gols), o Boca derrotou o Atlas por 3 a 0 e se classificou para a semifinal do torneio (assista aos gols da partida).

O time argentino aguarda agora seu adversário na disputa por um lugar na decisão da Libertadores-2008. Se o San Lorenzo eliminar a LDU no Equador, nesta quinta-feira (empate de 1 a 1 no jogo de ida), haverá um confronto argentino na semifinal. Caso San Lorenzo e Santos não se classifiquem, o Boca vai enfrentar o Fluminense.
Obrigado a vencer ou empatar marcando pelo menos três gols, o Boca fez essa quantidade de tentos com 37 minutos de jogo. Todos marcados pelo maior artilheiro da história do clube. Palermo abriu o placar aos 19, após receber um belo passe de Riquelme e vencer o goleiro Bava. Aos 33, o time argentino encaixou um contra-ataque mortal para ampliar o marcador. Paletta roubou a bola na defesa e acionou Riquelme. O camisa 10 fez um lindo lançamento para Palacios pela esquerda. O atacante dominou e cruzou para Palermo completar para a rede. O time mexicano mal teve tempo de absorver o golpe. Quatro minutos depois, Palermo mostrou que também tem categoria. O artilheiro recebeu na entrada da área, encobriu o goleiro e fez 3 a 0.


Com a necessidade de marcar quatro gols nos 45 minutos finais, o Atlas até esboçou uma reação, mas as esperanças praticamente acabaram aos quatro minutos, com a expulsão do goleiro Bava, por falta violenta em Palacios.

Com a boa vantagem, o Boca Juniors manteve a postura de sair nos contra-ataques e teve oportunidades para ampliar. Mas os 3 a 0 foram suficientes para provar que o Boca é fortíssimo candidato ao bi da Libertadores. E que nunca pode ser desprezado, mesmo em aparente desvantagem.

Flu leva a melhor no Maraca e está na semifinal da Taça Libertadores

O Fluminense segue fazendo história nesta edição da Taça Libertadores . O Tricolor carioca assegurou pela primeira vez sua participação em uma semifinal da competição ao bater o tricampeão São Paulo nesta quarta-feira, no Maracanã, por 3 a 1. O time paulista havia vencido o jogo de ida, no Morumbi, por 1 a 0.

O Flu aguarda agora seu adversário, que pode sair nesta quinta-feira do duelo entre Santos e América do México. Tudo vai depender de uma combinação de resultados, porque dois clubes do mesmo país obrigatoriamente se enfrentam na semifinal. Portanto, se o Santos se classificar, terá pela frente o Tricolor. Caso o San Lorenzo vença a LDU, no outro confronto das quartas-de-final, o time argentino pegará o perigoso Boca Juniors, também por serem do mesmo país. Se o América do México e a LDU se classificarem, o Flu jogará contra o Boca Juniors. Se América e San Lorenzo passarem, o adversário dos cariocas será a equipe mexicana - o único fora das possibilidades de cruzamento com o clube das Laranjeiras é o vencedor do confronto LDU x San Lorenzo.

Flu arrasador

O Fluminense começou o jogo cheio de vontade e não deu a menor chance para o Tricolor Paulista nos primeiros minutos do duelo. Logo aos 8 minutos, Conca deu passe com açúcar para Cícero, que invadiu a área e bateu cruzado. Rogério Ceni salvou o São Paulo.

A pressão seguiu muito forte. Só dava Fluminense no jogo e, a aos 12 minutos, a equipe das Laranjeiras foi recompensada pelo show de investidas. Júnior César levantou a bola na área e Cícero escorou levemente de cabeça. A redondinha sobrou para Washington, que chutou a bola de qualquer jeito e abriu o placar.

Depois do susto, o São Paulo intensificou o trabalho de meio-campo, na tentativa de anular as jogadas criadas por Conca.

Entretanto, quando atacava, a equipe de Muricy Ramalho era obrigada a ouvir um "apitaço". Havia 50 mil apitos na torcida do Flu para fazer muito barulho no ouvido dos jogadores são-paulinos a cada tentativa.

Aos 18 minutos, o Tricolor Paulista perdeu uma ótima oportunidade de empatar o jogo. Hernanes cobrou falta da entrada da área, mandou uma verdadeira bomba, mas a bola saiu à direita do gol de Fernando Henrique.

A partida, então se equilibrou. O Fluminense, que não deu chance para o São Paulo respirar no início do duelo, reduziu a velocidade no jogo, mas nem assim ficou menos perigoso. Aos 37 minutos, faltou muito pouco para o time carioca ampliar a vantagem no placar. Conca desceu pelo meio, percebeu que Rogério Ceni estava adiantado e bateu para o gol. A bola, caprichosa, bateu na trave, e, no rebote, Thiago Neves desperdiçou, mesmo sem goleiro.

Sufoco na etapa final

No primeiro minuto da etapa complementar, Adriano tentou o empate. Com um chute de fora da área, o Imperador obrigou o goleiro Fernando Henrique a se esticar para alcançar a bola.

Aos 6 minutos, Conca deu a resposta. O argentino aproveitou uma brecha de defesa são-paulina e chutou para o gol. A bola, para alívio de Rogério Ceni, foi para fora.

Aos 13, foi a vez de o São Paulo atormentar a zaga. Aloísio tabelou com Adriano, que recebeu a bola e bateu forte para o gol. Fernando Henrique espalmou. No lance seguinte, Aloísio sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, Rogério Ceni, que ainda não marcou nenhum gol de falta este ano, mandou para fora.

Aos 19, Aloísio brilhou novamente no ataque do São Paulo. Após uma 'trombada' com Adriano na entrada da área do Flu, Chulapa ficou com a bola e bateu cruzado. A bola saiu lentamente, à esquerda do gol.

Aloísio deu outra alma ao ataque do São Paulo, e a opção de Muricy para o segundo tempo ajudou o time a conquistar o empate. Na marca dos 25 minutos, Chulapa avançou pela esquerda, entortou um zagueiro e cruzou para Adriano finalizar para o gol.

Mas o Fluminense deu o troco no minuto seguinte, com Dodô. Conca lançou a bola na área, e a zaga do São Paulo cochilou. O atacante pegou a bola de primeira e mandou por entre as pernas de Rogério Ceni: 2 a 1 Fluminense, resultado que daria a classificação ao Tricolor Paulista.

O jogo ficou dramático. O São Paulo, satisfeito com o placar, se preocupava em segurar a bola. Do outro lado, o Fluminense se desesperava. Aos 42 minutos, Thiago Neves arriscou um chute, mas Rogério Ceni não decepcionou desta vez.

Aos 46 do segundo tempo, entretanto, Washington apareceu para decidir a partida. Thiago Neves cobrou escanteio, e o atacante subiu mais alto que a zaga são-paulina. Vitória do Fluminense que, assim, conseguiu se classificar pela primeira vez para as semifinais da competição sul-americana.

16.5.08

Cabañas faz dois e complica a vida do Peixe na Libertadores

Não era dia do Peixe. O Santos perdeu para o América-MEX por 2 a 0, nesta quinta-feira, no estádio Azteca, em mais um dia inspirado do atacante paraguaio Salvador Cabañas, autor dos gols. Agora, a equipe santista terá que lutar muito para inverter a vantagem mexicana na Vila Belmiro, na próxima semana. Os brasileiros ainda foram prejudicados com um gol anulado aos 45 minutos do segundo tempo. Agora, o Peixe terá que vencer por três gols de diferença para se classificar diretamente para a semifinal da Taça Libertadores. Caso o time do técnico Emerson Leão vença por 2 a 0, a classificação será decidida nos pênaltis. Se o América perder por dois gols de diferença mas fizer gol, avança na competição.

O grande destaque da partida foi Cabañas, que já havia sido o carrasco do Flamengo no Maracanã. O jogador mostrou muita categoria e deixou sua marca por duas vezes em grande estilo.

Cabañas faz jus à fama de artilheiro

O Santos começou fazendo tudo certo: marcando com correção e tocando a bola de primeira, buscando espaços, sem nenhuma afobação. Até teve chance para marcar logo no início, quando, aos dois minutos, Kléber Pereira arriscou de esquerda e obrigou Ochoa a espalmar.

Encolhido, o América apenas assistia ao bom toque de bola do Peixe. A saída para os mexicanos eram os chutes para a frente, sempre na direção de Cabañas. Até os 20 minutos, o paraguaio esteve bem vigiado pela dupla Fabão e Marcelo.

Cabañas, porém, provou que é um jogador perigoso. O Peixe vacilou naquilo que não poderia jamais: deixar o atacante livre. Aos 24, em cobrança de escanteio da esquerda, a bola cruzou toda a área santista e sobrou para Cabañas. Sozinho, ele matou com tranqüilidade e chutou por baixo das pernas de Fábio Costa.

Após sofrer o gol, o Santos se encolheu. Deu campo para o América jogar e tentava descolar um contra-ataque para diminuir o prejuízo. O time de Emerson Leão até encontrou espaços para tentar a resposta. No entanto, faltou capricho na hora do passe. Kléber Pereira, isolado, não conseguia dominar de frente para o gol. Lima, por sua vez, esteve tão mal que chegou a tropeçar na bola.

No fim do primeiro tempo, o América teve duas chances para liquidar o Peixe. Aos 41, a bola foi cruzada da esquerda e Juan Carlos Silva subiu sozinho para cabecear. A bola passou à direita. Aos 43, Rojas entrou livre. A defesa santista parou pedindo impedimento e deixou o adversário chutar. Fábio Costa salvou. No rebote, Cabañas tentou encobrir o goleiro, que defendeu.

Peixe leva o segundo, parte para o ataque, mas peca nas conclusões

O segundo tempo começou bem aberto, com o Santos tomando a iniciativa, mas dando espaços para os perigosos contra-ataques do América. O Alvinegro criou sua primeira chance logo aos 4 minutos, quando Lima escapou pela direita e mandou uma bomba de pé direito, obrigando Ochoa a fazer boa defesa.

O América, por sua vez, ia explorando o enorme espaço que havia entre o meio-de-campo e a defesa alvinegra. Por ali, Cabañas desfilava, distribuindo o jogo e abrindo a defesa santista. Aos 17 minutos, o parrudo paraguaio recebeu lançamento pela esquerda, dominou no peito, invadiu a área e só rolou na saída de Fábio Costa. Um belo gol.

Com tamanha desvantagem no placar, o Peixe se mandou para o ataque. Um tanto quanto desordenadamente. Aos 19, Rodrigo Souto tentou do meio da rua e quase surpreendeu Ochoa, que mandou para escanteio.

Atrás de um gol que facilitaria bastante a sua vida no jogo de volta, o Peixe foi para cima dos mexicanos, mas pecou muito no último passe e na pontaria. Aos 29, Trípodi arriscou de longe e mandou por cima do gol. Aos 34, o argentino fez boa jogada pela ponta esquerda e cruzou, mas Sebá conseguiu o corte antes de a bola chegar para Kléber Pereira.

Os avanços do Santos deram ao time da casa mais espaço para contra-atacar. Aos 37, Cabañas recebeu novamente sozinho dentro da área, matou no peito com estilo e chutou de esquerda. Fábio Costa, bem posicionado, evitou o que seria o terceiro do atacante paraguaio. Aos 40, o lance de mais emoção para os brasileiros. Após um escanteio da direita, Fabão subiu e desviou, a bola sobrou dentro da área para Trípodi, que não conseguiu alcançar e perdeu uma boa chance.

Aos 45 minutos, um motivo de sobra para o Santos reclamar. Kléber Pereira invadiu a área, driblou o goleiro Ochoa e chutou para o fundo do gol. O árbitro Hector Baldassi, erradamente, anulou o gol e complicou a vida do Peixe.

LDU arranca empate com San Lorenzo, em Buenos Aires

O San Lorenzo bem que tentou. Principalmente, nos 15 minutos finais da partida. Mas a LDU conseguiu o que mais queria: o empate em 1 a 1, na Argentina. No jogo de volta das quartas-de-final da Taça Libertadores, no Equador, basta um empate por 0 a 0 ou vitória simples para a equipe de Bieler, Suarez e Cia. avançar às semifinais da competição.

Algoz de Arsenal e Estudiantes, a LDU começou a partida disposta a eliminar o terceiro time argentino nesta Taça Libertadores. Com uma forte marcação no meio de campo, os equatorianos tentaram ganhar no quesito posse de bola. Mas a primeira boa chance do jogo foi da equipe anfitriã.

Aos 12 minutos, Dalessandro bateu escanteio na pequena área e, após bate-rebate, Bergessio carimbou a trave esquerda do goleiro Cevallos. No direito de resposta, dois minutos depois, Bieler arrancou em velocidade, deixou o zagueiro Aguirre para trás e, cara a cara com Órion, chutou à esquerda do gol.

Empurrado pela torcida, o San Lorezo tentou se impor. Aos 22 minutos, Cevallos foi obrigado a se esticar todo e defender chute de Dalessandro no cantinho esquerdo. No entanto, foi a LDU quem mexeu no placar primeiro no Estádio do Gasómetro, em Buenos Aires. Aos 35 minutos, o goleiro Orion arriscou umas embaixadinhas após receber bola recuada e acabou entregando o ouro para o atacante Bieler, que o desarmou e tocou para o fundo da rede. Três minutos depois, Gonzalez deixou tudo igual no marcador. O lateral-direito cobrou falta no cantinho esquerdo de Cevallos, que nem pulou na redonda.

Segundo ato

Único clube grande da Argentina que ainda não conquistou a Taça Libertdores, o San Lozenzo luta contra essa marca indigesta para se igualar de vez aos rivais Boca Juniors, Independiente e River Plate. Mas no início do segundo tempo, quem atacou pela primeira vez na etapa final foi a LDU.

Aos 12 minutos, Gonzalez salvou bola em cima da linha e evitou o segundo tento da LDU. Passado o sufoco, o camisa 10 do San Lorenzo, Dalessandro, foi caçado em campo. Mal tocava na bola, sofria falta.

Os equatorianos voltaram a incomodar a zaga argetina aos 25 minutos com Bolaños, que chutou cruzado da entrada da área e a bola bateu na rede... pelo lado de fora do gol. Gonzalez deu passe na medida para Dalessandro, que girou e bateu por cobertura. Mas Cevallos colocou para escanteio em defesa de mãos trocadas, aos 33 minutos.

Pressão argentina

Dalessandro, sempre ele, cobrou escanteio na área, Silvera dominou e emendou de primeira. A bola bateu na zaga do LDU e saiu pela linha de fundo, aos 39 minutos. Quatro minutos depois, mais chuveirinho. Dalessandro cruzou bola na área, e o time equatoriano, quase todo no campo de defesa, conseguiu recuperar a posse de bola. Fim de jogo, o San Lorenzo joga por empate com dois ou mais gols no Equador para avançar às semifinais da Taça Libertadores

15.5.08

Sem a Bombonera, Boca Juniors perde muitos gols e fica no empate com o Atlas

O Boca Juniors não esteve num de seus melhores dias, perdeu muitas oportunidades de gol e ainda permitiu o empate do Atlas, que chegou ao 2 a 2 aos 43 minutos do segundo tempo, pela partida de ida das quartas-de-final da Taça Libertadores. A equipe argentina pareceu sentir falta da tradicional Bombonera, interditada pela Conmebol, e foi até pressionada em alguns momentos, sobretudo no primeiro tempo. Para chegar à semifinal, os mexicanos precisarão simplesmente empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 em Guadalajara, na próxima quarta-feira.

O Atlas começou a partida surpreendendo, ao partir para o ataque, pressionar o Boca e conseguir um gol logo no começo, em falha da defesa. Aos seis minutos, Serrano aproveitou passe de cabeça dentro da área, após cobrança de escanteio, e marcou.

Aproveitando os erros do adversário, os mexicanos quase fizeram 2 a 0 aos 19 minutos, em cabeçada perigosa de Marioni. O Boca, sem muita criatividade, conseguia criar jogadas apenas na base da disposição. Riquelme, principal articulador do time, aparecia pouco e longe da área.Aos 36 minutos, os argentinos chegaram ao empate: Palacio cruzou rasteiro e Palermo dividiu com dois marcadores para empurrar para a rede.

Riquelme acerta a trave no segundo tempo

O Atlas manteve o estilo ofensivo no segundo tempo, mas foi o Boca que criou as melhores oportunidades. E perdeu dois gols incríveis, cara a cara com o goleiro Bava. O primeiro a desperdiçar a chance foi Palermo, que chegou a driblar Bava, mas se desequilibrou e chutou para fora. Em seguida, seu companheiro de ataque, Palacio, demorou para decidir o que fazer e deu tempo para que um marcador aparecesse e travasse o chute.

Com os atacantes num mau dia, foi preciso um zagueiro para que saísse o segundo gol do Boca. Em jogada parecida à do gol mexicano, Cáceres chutou depois de receber bom passe de cabeça de Palermo, aos 30 minutos.

A defesa do Atlas continuou dando espaço para os jogadores de ataque do Boca, e as chances continuaram aparecendo. Riquelme acertou a trave em um chute colocado, e Palacio concluiu de calcanhar para fora, da entrada da pequena área, após jogada cheia de passes.

Aos 43 minutos, o Boca foi castigado pelas chances deperdiçadas e levou o gol de empate, marcado por Jorge Torres, em mais um escanteio.

Imperador decide, e São Paulo vence Flu


Diante de mais de 60 mil pessoas, recorde de público do Morumbi no ano, o São Paulo largou na frente no duelo brasileiro por uma vaga na fase semifinal da Taça Libertadores. Na vitória do Tricolor Paulista por 1 a 0 sobre o Fluminense, na noite desta quarta-feira, Adriano marcou o gol que decidiu a partida e levou a melhor sobre Washington no duelo de centroavantes.

Com o resultado, o Tricolor paulista vai ao Rio de Janeiro, na próxima quarta, podendo empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que marque pelo menos um gol. Uma vitória por 1 a 0 leva o jogo para os pênaltis e triunfo do Tricolor carioca por dois gols de diferença dá a vaga nas semifinais ao time das Laranjeiras.

Imperador marca quinto na Libertadores

O São Paulo entrou em campo consciente que precisava vencer em casa. E por isso partiu para cima do Fluminense, que entrou em campo sem Conca, mas com o atacante Dodô. Adriano assustou Fernando Henrique logo aos quatro minutos de jogo, com um chute forte. Aos cinco, em mais uma jogada do Imperador, Miranda desviou para o gol, mas o impedimento foi marcado.



A primeira chance do Flu, que estava muito recuado, foi aos dez minutos. Após cruzamento de Gabriel, Cícero escorou em direção ao gol, mas a zaga são-paulina evitou que a bola entrasse. Aos 11, Washington cobrou uma falta sem muito perigo para Rogério Ceni, e Junior Cesar disparou um chute em cima da defesa adversária aos 13.

Após um breve bom momento do Flu, Adriano apareceu novamente. Ele participou de três jogadas ofensivas, uma por minuto. E conseguiu marcar o gol aos 19. Após bela arrancada de Hugo, o atacante recebeu e acionou Dagoberto pela esquerda, que avançou e finalizou. Fernando Henrique espalmou para o meio da área e a bola encontrou o Imperador pronto para o chute certeiro, com muita tranqüilidade. Foi o quinto gol do camisa 10 na Libertadores e o 16º na temporada. Ele ofereceu o gol para a namorada, Joana.
Após o gol, o Fluminense conseguiu se reorganizar até com certa rapidez. Mas, aos 42, quase sofreu o segundo. Após cruzamento, Adriano cabeceou em cima de Fernando Henrique, que espalmou e evitou o gol do São Paulo.

Thiago Neves não gosta de sair

Os técnicos não fizeram alterações no intervalo. Mesmo vencendo, o São Paulo seguiu pressionando o Flu. Aos cinco minutos, Fernando Henrique foi bombardeado. Ele rebateu um chute de Dagoberto. A bola sobrou para Richarlyson soltar um chute forte, e novamente o goleiro espalmou. Quando Hugo foi tentar o chute, pela esquerda, já estava impedido.

Aos nove, o Flu chegou com perigo. Thiago Neves chutou da entrada da área, a bola bateu na cabeça de Alex Silva e saiu tirando tinta do travessão. Aos 12, Dagoberto novamente arriscou de longe.

O técnico Renato Gaúcho tentou melhorar a criação do Flu ao tirar Thiago Neves, que não esteve bem, e colocar Conca em campo. Neves deixou o campo irritado com a substituição, pela linha de fundo, evitando cumprimentar o companheiro que entrava no gramado. Aos 22, o argentino levou perigo ao gol de Ceni ao cobrar uma falta na área. A defesa tirou.

O São Paulo seguia perigoso. Aos 26, Hugo entrou na área, mas se atrapalhou e foi desarmado. Um minuto depois, Dagoberto perdeu uma grande chance ao bater, já caindo, sozinho. A bola saiu por cima do gol de Fernando Henrique.

Aos 32, Aloísio, que não jogava desde o dia 30 de março por causa de uma torção no tornozelo, entrou no lugar de Dagoberto, que foi muito aplaudido pela torcida. Muricy formou a dupla de 'gigantes' na frente para tentar o segundo gol. Aos 37, Adriano ganhou na corrida de Roger e tentou colocar a bola para Aloísio na pequena área, mas a zaga cortou antes. O Flu se defendeu até o fim e impediu que o anfitrião ampliasse o placar. Nos minutos finais, Conca fez bela jogada pela direita, driblando dois marcadores, e chutou rente ao travessão. Mas a decisão agora será no Maracanã.

13.5.08

Imperador tira o sono do Tricolor

O Fluminense atuará nesta quarta-feira em território inimigo. Mais precisamente no Reino do Imperador Adriano, que não costuma tratar muito bem seus visitantes, deixando sempre a postos seus canhões e o arsenal de gols. Diante desta realidade, o técnico Renato Gaúcho já alertou os soldados tricolores para os perigos do atacante são-paulino.

- Claro que eu vou fazer marcação especial nele, pois é um craque e está decidindo os jogos a favor do São Paulo. É um jogador que resolve, sobretudo nas bolas paradas, e temos de ter muita atenção – disse Renato Gaúcho, que nesta segunda-feira dispensou boa parte do treino para orientar a defesa.

O treinador tricolor, no entanto, diz que o Flu não tem de se preocupar apenas com o Imperador, mas também com seus companheiros, que não são meros asseclas do craque.

- O São Paulo tem um grande time, não é apenas o Adriano que decide. Temos de marcar em cima o Adriano e todos os outros – avisa.