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16.10.08

Brasil empata com Colômbia e completa 312 minutos sem gols em casa

Mais uma vez a seleção decepcionou em casa e foi vaiada. Apesar do esforço dos jogadores, o Brasil jogou mal e não passou de um empate sem gols com a Colômbia nesta quarta-feira, no Maracanã. É o terceiro 0 a 0 consecutivo da equipe como mandante nestas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Antes, o time de Dunga também ficou sem marcar contra a Argentina e a Bolívia. Já são 312 minutos (considerando os acréscimos) sem a torcida soltar o grito de gol. A última vez que isso aconteceu foi com Luis Fabiano, em 21 de novembro de 2007, na vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, no Morumbi.

Com o empate, o Brasil segue em segundo lugar na classificação, agora com 17 pontos. Mas com a vitória do líder Paraguai sobre o Peru por 1 a 0, a diferença de pontos aumentou para seis pontos. A Colômbia está em sétimo lugar com 11 pontos, fora da zona de classificação para a Copa do Mundo de 2010. O próximo jogo da seleção nas eliminatórias será apenas em 2009, contra o Equador, fora de casa (o local ainda não foi confirmado). A partida será no dia 29 de março. Mas antes disso, no dia 18 de novembro, a seleção faz um amistoso contra Portugal, em Brasília.O resultado irritou bastante os 54.910 presentes no Maracanã, que durante a partida protestaram e também chegaram a pedir a saída do técnico Dunga. Curiosamente, foi o terceiro 0 a 0 seguido de Brasil e Colômbia em eliminatórias. Robinho e Kaká, homenageados na véspera no Maracanã, passaram em branco. O craque do Manchester City ainda chegou a ser hostilizado quando deixou o gramado para a entrada de Alexandre Pato.

O técnico Dunga, mais uma vez, foi "saudado" pela torcida com gritos de "adeus". Assim como no Engenhão, contra a Bolívia, os cariocas fizeram "olé" para toques da Colômbia.

O lado positivo da partida ficou com o goleiro Julio César. Ele bateu o recorde de Taffarel ao completar cinco jogos sem sofrer gols nas eliminatórias. O goleiro acumula uma invencibilidade de 495 minutos na competição.

23.8.08

Dunga mantém base olímpica para jogos das eliminatórias. Juan (Fla) é a novidade

A CBF divulgou nesta sexta-feira em seu site oficial a lista de 22 jogadores convocados pelo técnico Dunga para os jogos contra Chile e Bolívia, pelas eliminatórias da Copa de 2010 . O treinador manteve a base da seleção que disputou os Jogos Olímpicos . A supresa foi o lateral Juan, do Flamengo , chamado pela primeira vez.

Dos 18 atletas que conquistaram o bronze em Pequim, nove foram convocados para a seleção principal: Renan, Rafinha, Alex Silva, Lucas, Diego, Anderson, Ronaldinho, Jô e Rafael Sobis. Pato, barrado por Dunga nos últimos jogos, ficou fora da relação.

Kaká, ainda em recuperação de uma tendinite no joelho esquerdo, também não foi convocado, assim como Adriano, que teve problema muscular e deve desfalcar o Inter de Milão por um mês.

A partida contra o Chile está marcada para o dia 7 de setembro (domingo), em Santiago. O jogo contra a Bolívia será na quarta-feira, dia 10, no Engenhão, no Rio de Janeiro.

Confira todos os convocados:

Goleiros

Júlio César (Inter de Milão)
Renan (Internacional)

Laterais

Maicon (Inter de Milão)
Kleber (Santos)
Juan (Flamengo)
Rafinha (Schalke)

Zagueiros

Juan (Roma)
Lúcio (Bayern de Munique)
Luisão (Benfica)
Alex Silva (São Paulo)

Volantes e meias

Gilberto Silva (Panathinaikos)
Lucas (Liverpool)
Elano (Manchester City)
Anderson (Manchester United)
Josué (Wolfsburg)
Diego (Werder Bremen)
Julio Baptista (Roma)

Atacantes

Robinho (Real Madrid)
Ronaldinho Gaúcho (Milan)
Jô (Manchester City)
Luis Fabiano (Sevilla)
Rafael Sobis (Bétis)

19.6.08

Brasil empata com Argentina, e torcida vaia o técnico Dunga

A julgar pelo que foi visto no Mineirão nesta quarta-feira, a popularidade do técnico Dunga no comando da seleção brasileira está bastante arranhada. Apesar de empatar em 0 a 0 com a arqui-rival Argentina, o treinador ouviu toda a sorte de gritos hostis, pedindo sua saída. Este foi o terceiro jogo seguido sem vitória da seleção (havia perdido para Venezuela e Paraguai).

Com o resultado, a seleção brasileira subiu para o quarto lugar nas eliminatórias sul-americanas, com nove pontos - a Argentina está em segundo lugar, com 11 pontos, dois a menos que o líder Paraguai. Mas há um porém. Nesta quinta-feira, a Venezuela recebe o Chile em Puerto La Cruz, às 21h30m (horário de Brasília), para encerrar a rodada. Como as duas seleções estão com sete pontos ganhos, qualquer uma que vença passará o Brasil na tabela - só o empate interessa à seleção de Dunga, que só volta a campo nas eliminatórias no dia 6 ou 7 de setembro, fora de casa, contra o Chile.

Tensão e gols perdidos

O técnico Dunga, que começou a ouvir vaias da torcida quando teve seu nome anunciado no Mineirão, foi a campo apostando em Adriano no ataque na vaga de Luis Fabiano. No meio, Anderson e Julio Baptista ocuparam as vagas de Josué e Diego.

Anderson pareceu nervoso enquanto esteve em campo. O jogador do Manchester United errou muitos passes e saiu aos 33 minutos do primeiro tempo, sentindo dores no joelho esquerdo. Diego entrou. Os demais jogadores de meio também erraram muitos passes durante a primeira etapa. Mineiro perdeu mais bolas do que costuma no meio.

A primeira etapa acabou por ser equilibrada. O Brasil criou duas grandes chances, com Julio Baptista e Robinho, mas a Argentina respondeu com Messi. A torcida mineira, apreensiva, não gritou muito durante a primeira etapa. Adriano teve o nome cantado em coro depois de voltar para ajudar a defesa.

A primeira grande chance do Brasil aconteceu aos 22 minutos. Após chute de Robinho da direita, a bola espirrou e sobrou limpa para Julio Baptista. O camisa 10 chutou exatamente em cima do goleiro Abbondanzieri, que fez grande defesa e ainda correu atrás do rebote para agarrar em definitivo.

Logo depois, Robinho recebeu lançamento no lado esquerdo do ataque, driblou o goleiro Abbondanzieri rente à linha de fundo e partiu para dentro da área. O atacante, entretanto, não conseguiu chutar ao gol ou passar a bola para Adriano, que entrava pelo meio da área. Cercado de argentinos, acabou perdendo a bola.

Os hermanos respeitaram a seleção e não criaram muitas chances no primeiro tempo. Com o grandalhão Cruz como referência e Gutierrez na ala esquerda (uma surpresa), a Argentina foi bem na marcação, porém um tanto tímida no ataque. Teve duas boas oportunidades no primeiro tempo. Na primeira, Julio Cruz entrou nas costas de Juan e cabeceou nas mãos de Júlio César. Depois, Messi penetrou livre na área, por trás de Lúcio, e bateu muito mal, longe do gol.

Show no intervalo e vaias
Como costuma fazer, a Argentina demorou para voltar para o segundo tempo. As duas equipes não sofreram alterações. Depois de assistir ao show do Skank no intervalo, a torcida mineira se inflamou e gritou forte. Em campo, Adriano por pouco não acertou passe para Robinho na área. Abbondanzieri saiu bem do gol e agarrou.

A Argentina respondeu com Messi, que avançou pela direita e foi derrubado por trás por Juan. O brasileiro merecia levar o segundo cartão amarelo, o que resultaria em sua expulsão, mas o árbitro Oscar Ruiz aliviou.

Aos poucos, os agentinos cresceram na partida e ficaram mais perto de abrir o placar. Julio Cruz recebeu bola limpa dentro da área, aos 11 minutos, mas bateu mal, por cima do gol de Júlio César.

Na base da raça, a seleção equilibrou as ações. Apesar de não conseguir grandes finalizações, o Brasil apertou a Argentina na defesa. Os hermanos passaram a parar as jogadas com falta. Os volantes Gago e Mascherano levaram cartões amarelos quase que um após o outro.

As duas seleções resolveram então mexer no ataque. Alfio Basile tirou Cruz e lançou Agüero, jogador de mais velocidade. Dunga foi chamado de burro por tirar Adriano e lançar Luis Fabiano. O nome de Pato era o mais gritado antes da substituição no Mineirão. O Imperador, por sua vez, foi aplaudido ao deixar o campo.

Torcida pede Pato, mas entra Luis Fabiano

Logo em sua primeira jogada, aos 26, Luis Fabiano ganhou de Coloccini, foi ao fundo e cruzou para Julio Baptista. O camisa 10 emendou um voleio, mas o tiro saiu fraco e Abbondanzieri defendeu sem problemas.

A seleção passou a ter mais a bola, embora sem criar grandes oportunidades. Dunga foi novamente chamado de burro ao trocar Diego por Daniel Alves. Daí para a frente, o treinador foi muito hostilizado. Foi chamado também de jumento, além de ouvir o corinho de "Adeus, Dunga".

Daí para o fim, a seleção não se encontrou mais em campo. A Argentina ainda teve uma boa chance, em chute de Messi, mas Júlio César apareceu bem, e o jogo terminou mesmo sem gols.

18.6.08

Uruguai atropela peruanos e ultrapassa o Brasil na tabela das eliminatórias

Depois de decepcionar sua torcida no empate de 1 a 1 com a Venezuela, no último fim de semana, o Uruguai fez as pazes com o bom futebol ao golear o Peru, nesta terça, no Estádio Centenário. Forlán fez três gols nos 6 a 0 da Celeste sobre o Peru, na partida que abriu a sexta rodada das eliminatórias sul-americanas . Bueno (dois gols) e Abreu completaram o marcador.

Com o resultado, o Uruguai assume a quarta colocação, com oito pontos e à frente do Brasil, que tem a mesma pontuação mas perde no saldo de gols (9 a 4). Apenas os quatro primeiros colocados garantem vaga direta na Copa do Mundo. O quinto precisa jogar a repescagem contra o quarto colocado das eliminatórias da Concacaf. A seleção brasileira , no entanto, pode recuperar a posição nesta quarta-feira, pois enfrenta a Argentina no Mineirão. A TV Globo transmite, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha o jogo em Tempo Real a partir das 21h45m.

A seleção uruguaia entrou com algumas mudanças em relação à equipe que tropeçou na Venezuela. O goleiro Castillo, do Botafogo, ganhou a vaga de Carini, que falhou no gol venezuelano. Castillo foi pouco exigido e esteve sempre seguro quando solicitado. Na frente, "El Loco" Abreu foi barrado para a entrada de Bueno.

Peruano é expulso no primeiro tempo

O Uruguai teve sua vida facilitada por conta do destempero do atacante Guerrero. O jogador do Hamburgo, da Alemanha, é o maior craque da atual seleção peruana, que suspendeu por 18 meses Pizarro, Farfán, Acasiete e Mendoza por indisciplina. Guerrero foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo. Foi o atacante quem cometeu o pênalti (duvidoso) que originou o segundo gol uruguaio.

Com a bola rolando, a Celeste não demorou a abrir o placar. Forlán recebeu no lado esquerdo da área e tocou com estilo, por cima de Butrón, para fazer 1 a 0. O Peru até que tentou equilibrar as ações, mas Castillo apareceu bem na única chance da seleção peruana, saindo nos pés de Solano.

Aos 35 minutos, ocorreu o lance que decidiu o jogo. Após cobrança de escanteio, o peruano Paolo Guerrero trombou com Godín na área e a arbitragem marcou pênalti. Guerrero ficou transtornado e reclamou muito. Forlán bateu e não deu chances a Butrón. Como Guerrero continuou reclamando após a cobrança, acabou expulso de campo.

No segundo tempo, com um homem a mais, o Uruguai passeou. Forlán, de cabeça após bola espirrada, fez 3 a 0. Depois, Bueno, testando firme um cruzamento, fez o quarto. O próprio Bueno completou na área uma boa triangulação do ataque celeste e fez 5 a 0.

No apagar das luzes, Abreu, que entrara no segundo tempo, recebeu a bola e, da entrada da área, bateu firme e no canto para sacramentar a goleada.