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21.5.08

Ao contrário do pai, Nelsinho Piquet gosta do Circuito de Mônaco

A definição do tricampeão mundial de F-1, Nelson Piquet, para a corrida de F-1 no circuito de Mônaco ficou célebre: é como andar de bicicleta dentro de casa. O brasileiro nunca escondeu a falta de entusiasmo com o circuito mais charmoso da temporada, mas este não é o caso de seu filho, Nelsinho Piquet, que já correu duas vezes nesta pista e a partir de quinta-feira faz seu primeiro GP de F-1 na pista de Mônaco.

- Andei duas vezes de GP2 neste circuito e, mesmo sem nunca ter tido um bom resultado, gosto muito desta pista, afirma Nelsinho Piquet ao GLOBOESPORTE.COM.

O piloto da Renault também falou sobre a pressão que parte da imprensa européia está colocando sobre seu desempenho neste início na F-1:

- As duas próximas provas (Mônaco e Canadá) não são fáceis para um estreante. Tenho plena consciência disso e também sei que preciso melhorar meu desempenho, especialmente na classificação, para achar o limite do carro nestas condições. Mas não há pressão extra. Veja o caso do (Heikki) Kovalainen no ano passado - exemplifica.

De fato, o finlandês não começou bem a temporada, sendo duramente criticado por Flavio Briatore, diretor da Renault. Ao final do ano, porém, o piloto já era apontado como jovem revelação da F-1, inclusive conseguindo um contrato com a McLaren para 2008, ocupando o lugar deixado por Fernando Alonso.

16.5.08

Após ameaça, Nelsinho é o segundo mais rápido do dia em Paul Ricard

Um dia após levar uma bronca de Steve Nielsen, diretor da Renault, o brasileiro Nelsinho Piquet foi o segundo mais rápido do terceiro dia de testes em Paul Ricard, na França. Com 1m31s634, o piloto só ficou atrás do italiano Jarno Trulli, da Toyota, que correu em 1m31s360.

Depois de dois dias simulando as condições exigidas para o GP de Mônaco, as equipes utilizaram uma nova configuração aerodinâmica para testar os carros com baixo downforce (força aerodinâmica), para o GP do Canadá.

A McLaren ficou em terceiro lugar, com o espanhol Pedro de La Rosa, piloto de testes, que fez 1m32s143. O brasileiro Felipe Massa foi para a pista nesta sexta-feira e ficou com o quinto melhor tempo,1m33s246.

Nelsinho Piquet ficou satisfeito com o resultado, mas lamentou as fortes chuvas que caíram na pista a partir do meio da manhã. O mau tempo obrigou os pilotos a darem menos voltas que o planejado na preparação, que nesta sexta-feira visou o GP do Canadá.

- Fiquei satisfeito com o desempenho do carro na pista, mas o dia acabou sendo um pouco frustrante, já que não há razão de ficar dando voltas e voltas debaixo de chuva. Felizmente, nós andamos bastante ontem e concluímos a maior parte do trabalho, porque sabíamos que havia possibilidade de chuva hoje. No geral, foi um bom teste e acredito que estou bem preparado para a corrida de Mônaco, na próxima semana - afirma Nelsinho, por meio de assessoria de imprensa.

Na última quinta-feira, Steve Nielsen, diretor da Renault, afirmou que Nelsinho precisava melhorar urgentemente ou teria seu lugar ameaçado na equipe francesa.

Confira os melhores tempo do terceiro dia de testes:

1 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) -1m31s360
2 - Nelsinho Piquet, (BRA/Renault) - 1m31s634
3 - Pedro De La Rosa (ESP/McLaren) - 1m32s143
4 - Sebastien Vettel (FRA/STR), 1m32s480
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m33s246
6 - Nick Heidfeld (ALE/BMW) -1m33s371
7 - Sebastien Buemi (SUI/RBR) - 1m34s064
8 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India) - 1m34s071
9 - Jenson Button (ING/Honda) - 1m36s501
10 - Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1m43s877
11 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams) - 1m44s741

4.4.08

Com show, Massa é o melhor de sexta-feira

Com uma volta sensacional no fim do segundo treino livre, Felipe Massa marcou o melhor tempo do dia no Bahrein. O brasileiro liderou a dobradinha da Ferrari na sexta-feira e superou Kimi Raikkonen por nove décimos. Com o tempo marcado na primeira sessão, o alemão Nico Rosberg, da Williams, ficou com a terceira posição do dia.

A Ferrari dominou os dois treinos desta sexta-feira e impôs à McLaren pelo menos quatro décimos de diferença mínima. Felipe Massa, sob pressão após dois abandonos, foi o grande destaque do dia, com a primeira posição em ambas as sessões. O brasileiro começa a responder às críticas recebidas nas últimas semanas.

Lewis Hamilton, da McLaren, foi o quarto colocado. O inglês foi o protagonista do susto do dia, ao perder o controle de seu carro na saída da curva 7. Ele bateu na barreira de pneus do outro lado da pista e danificou seriamente a lateral direita de seu carro. Apesar da força do acidente, o vice-campeão de 2007 saiu do carro ileso.

O finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, superou Hamilton no segundo treino, pouco antes do acidente do inglês. No entanto, no somatório das sessões, ele ficou atrás do inglês por apenas 47 milésimos, na quinta posição. O polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, foi o sexto, à frente de David Coulthard, da RBR. Kazuki Nakajima, da Williams, ficou em oitavo, e Sebastien Bourdais conseguiu uma ótima nona posição para a STR.

Em um dia decepcionante para a Renault, Nelsinho Piquet foi a exceção. O brasileiro marcou o décimo melhor tempo do dia, três posições à frente de Fernando Alonso, bicampeão mundial e seu companheiro. Já Rubens Barrichello, da Honda, foi o 16º, quatro postos atrás de Jenson Button.

31.3.08

Piquet entre os mais mal pagos da Fórmula 1

Um estudo do site alemão "Auto Motor und Sport" mostrou que pela primeira vez nos últimos anos a Fórmula 1 não tem mais os tradicionais pilotos-pagantes, aqueles que tinham de bancar com o dinheiro de seus patrocinadores seus cockpits em suas equipes, sem ganhar para disputar o Mundial. No trabalho, nomes como Kazuki Nakajima, da Williams, e Adrian Sutil, da Force India, estão entre os mais mal pagos, recebendo o equivalente a R$1,8 milhão. Nelsinho Piquet está logo a frente, com salário de R$2,6 milhões, cerca de 20 vezes menos do que o seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, o mais bem pago da categoria.

Entre os melhores salários está o atual campeão mundial Kimi Raikkonen. O finlandês tem um salário anual de US$ 22 milhões com a Ferrari. Já a McLaren aproveita a pouca experiência de sua dupla para enxugar as despesas: o finlandês Heikki Kovalainen recebe US$ 2,5 milhões, enquanto a revelação inglesa e atual vice-campeão Lewis Hamilton ganha US$ 5 milhões por ano.